CDU critica "utilização abusiva" de pessoas em programas ocupacionais

CDU critica "utilização abusiva" de pessoas em programas ocupacionais

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Out de 2016, 13:19

O cabeça de lista da CDU por São Miguel, Aníbal Pires, alertou hoje para "a utilização abusiva" de pessoas que estão em programas ocupacionais, porque "têm estado a substituir necessidades permanentes de trabalho, nos próprios departamentos do executivo regional".

 

“Nós temos neste hospital, à semelhança de outros, assistentes operacionais a fazerem dois turnos seguidos. Portanto, há carência de assistentes operacionais, mas, entretanto, não há recrutamento, não há contratação”, afirmou Aníbal Pires aos jornalistas, acrescentando que estas pessoas integradas em programas ocupacionais, do Governo Regional, "acabam por fazer um trabalho que exige alguma formação e alguma especialização" e chegam "a trabalhar aos fins de semana".

Também na semana passada, o BE tinha acusado o Governo Regional de utilizar pessoas que se encontram em programas ocupacionais para suprir necessidades de mão-de-obra de forma permanente e apresentou uma queixa ao Provedor de Justiça.

Na última semana da campanha eleitoral para as eleições regionais de domingo, nos Açores, a CDU esteve hoje em contactos com os utentes do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, onde criticou as políticas de emprego do executivo socialista açoriano e acusou o Governo do PS de ter introduzido, "na legislatura passada, uma barreira no acesso aos cuidados de saúde quando instituiu as taxas moderadoras".

“Vim hoje ao hospital, como tenho vindo ao longo do ano falar de questões relacionadas com a saúde, mas falar também de uma questão que temos trazido para a ordem do dia para a agenda política regional e que tem a ver com utilização abusiva de cidadãos que estão nos programas ocupacionais”, frisou o coordenador regional da CDU, que é também o cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha de São Miguel e pelo círculo de compensação.

O candidato afirmou, ainda, que estas pessoas de programas ocupacionais "têm estado a substituir necessidades permanentes de trabalho nos próprios departamentos do executivo regional", dando "um mau exemplo daquilo que não deve ser feito, designadamente ao setor privado".

“Isto não são políticas de emprego, isto acaba por ser uma medida abusiva em termos da exploração do trabalho das pessoas e, por outro lado, cria algumas expectativas a esses cidadãos, mas não resolve o problema. Ainda por cima, num setor onde há enorme uma enorme carência, nos assistentes operacionais e no pessoal medico, ao nível da enfermagem”, afirmou, acrescentando que existe nos Açores "um conjunto alargado de enfermeiros no desemprego", enquanto "outros têm emigrado", apesar de "uma grande carência" destes profissionais "nos quadros das unidades de saúde de ilha e dos hospitais".

Alias, referiu ainda Aníbal Pires, "não terá sido por acaso que os enfermeiros, pela primeira vez ao longo da história da autonomia, fizeram uma greve regional, no princípio da semana passada" e "isto demonstra o quanto as políticas de saúde têm sido profundamente erradas e é preciso inverter este rumo".

Para a votação de domingo estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais de 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido de PSD com 20 mandatos e do CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.


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