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CDU considera "uma necessidade" acabar com maioria absoluta do PS

CDU considera "uma necessidade" acabar com maioria absoluta do PS

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Set de 2016, 07:32

O coordenador regional da CDU e cabeça de lista pelo círculo de São Miguel às eleições regionais dos Açores afirmou hoje que, mais do que uma prioridade, é "uma necessidade" acabar com a maioria absoluta do PS.

 

“É uma prioridade e, sobretudo, acho que é uma necessidade para a região”, disse Aníbal Pires, em entrevista à agência Lusa.

O deputado único do PCP na Assembleia Legislativa apontou as eleições regionais de 1996, das quais saiu “um governo minoritário” do PS, mas houve estabilidade governativa e alcançou-se um conjunto de iniciativas, como “a convergência do tarifário elétrico, os complementos regionais” ou o “acréscimo ao salário mínimo regional”.

“Houve diálogo democrático e construiu-se um conjunto de soluções das quais ainda hoje os Açores e os açorianos estão a beneficiar. Mas foi porque, efetivamente, não houve maioria absoluta”, declarou.

Nesse sentido, pediu aos eleitores que “traduzam em voto” o reconhecimento da importância da CDU, assim como “o descontentamento, a revolta nalguns casos, até o descrédito que têm relativamente a alguns partidos”.

Sobre uma eventual solução governativa nos Açores idêntica à nacional, caso o PS não renove a maioria absoluta a 16 de outubro, Aníbal Pires remeteu para o pós-eleições, ressalvando que, no atual quadro político ou noutros, “o PCP tem procurado contribuir para aquilo que considera melhor para o povo açoriano e para os Açores”.

Questionado sobre a governação socialista, o cabeça de lista por São Miguel fez um balanço negativo.

“[O PS]) Não contrariou um percurso de opções políticas e económicas que, ao longo destes 40 anos de autonomia, não tornaram a nossa economia menos dependente do exterior, não fortaleceram a nossa economia, deixando-a permeável a conjunturas externas desfavoráveis”, destacando as “implicações” desta situação no tecido social, como “rendimentos [do trabalho] muito baixos” ou “uma taxa de risco de pobreza elevada”.

O candidato acusou ainda o executivo açoriano de ter abandonado o que designa de “pilar da autonomia regional”, as políticas de coesão e “o desenvolvimento harmonioso da região”.

“Não é o replicar de infraestruturas em todas as ilhas que resolve o problema. As políticas têm de ter as pessoas como principal objeto e a verdade é que isso não acontece”, declarou, constatando a “perda de população de ilhas mais periféricas ou mais pequenas”.

Referindo que “o que dá sustentabilidade a qualquer economia é o setor produtivo”, Aníbal Pires considerou que “nas pescas e na agricultura há problemas gravíssimos” e defendeu a necessidade de “um sistema de transportes aéreos e marítimos que se complementem e deem respostas às necessidades das pequenas economias de cada uma das ilhas e isso está ainda para fazer”.

Quanto ao projeto da CDU para os Açores, assegurou que é “assente num conceito de região”, em que “se tem de procurar um plano de desenvolvimento para cada uma das ilhas, atendendo às suas características próprias”, e depois integrar estes “num projeto de desenvolvimento” que não passa por competição, mas por complementaridade.

“Isso é que pode catapultar os Açores para um patamar diferente de desenvolvimento social e económico”, defendeu.

 

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