Eleições regionais

CDS-PP só aceita coligação se tiver "poder de veto" sobre todas as matérias

CDS-PP só aceita coligação se tiver "poder de veto" sobre todas as matérias

 

Lusa/AO online   Regional   12 de Set de 2012, 16:36

O presidente do CDS-PP nos Açores, Artur Lima, afirmou esta quarta-feira, em Angra do Heroísmo, que o seu partido só aceitará fazer uma coligação na sequência das eleições regionais de outubro se tiver "poder de veto".

"O CDS só irá para o governo se tiver poder de veto sobre todas as matérias", frisou Artur Lima, em conferência de imprensa, assumindo, no entanto, que o seu partido até pode "ganhar as eleições" e que "não é impossível ter um crescimento grande nos Açores".

"As pessoas, de uma vez por todas, têm que escolher a mudança e eu estou convencido e esperançado que essa mudança passe pelo CDS", acrescentou Artur Lima, que acusou os candidatos do PS e PSD à presidência do Governo Regional de "plagiarem" as suas propostas, apontando como exemplos o conceito de região económica defendido por Berta Cabral (PSD) e a preparação para o fim das quotas leiteiras defendida por Vasco Cordeiro (PS).

O presidente do CDS-PP nos Açores, que é também o candidato do partido à presidência do Governo Regional, assegurou que não fará "promessas eleitorais para ganhar votos", tendo apresentado um "pacote de austeridade" para a "gestão de dinheiros públicos", que pretende implementar caso venha a integrar o próximo executivo regional.

A proposta inclui, entre outras medidas, a redução, fusão ou extinção de empresas públicas regionais "que não servem atualmente para nada", como "a SAUDAÇOR (que gere os meios e equipamentos do setor da saúde), a Ilhas de Valor (que promove projetos turísticos, comerciais e industriais nas ilhas menos desenvolvidas) ou a APIA (que promove o investimento nos Açores)".

Artur Lima sugeriu ainda a limitação dos vencimentos dos administradores das empresas públicas ao vencimento dos secretários regionais, bem como a redução do número de diretores regionais e o redimensionamento dos gabinetes dos membros do Governo.

O líder regional do CDS-PP quer ainda limitar regalias dos membros do executivo e proibir o uso abusivo de meios do erário público, como a utilização de viaturas oficiais, às chefias intermédias.

Artur Lima defendeu também que apenas uma parte dos deputados regionais esteja permanentemente afeta ao trabalho da Assembleia Legislativa e a reformulação da legislação regional relativa à atribuição de apoios sociais, propondo ainda que se valorize "o mérito e a competência" nos concursos públicos de admissão à administração pública regional, com critérios mais "rigorosos e objetivos, acabando definitivamente com a partidarização e politização da função pública".


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