CDS-PP responsabiliza Governo dos Açores por região ficar sem radar meteorológico

CDS-PP responsabiliza Governo dos Açores por região ficar sem radar meteorológico

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Nov de 2016, 16:30

O deputado do CDS-PP/Açores Alonso Miguel acusou o Governo Regional, do PS, de "irresponsabilidade" por permitir que o arquipélago fique sem qualquer radar meteorológico durante um longo período de tempo.

"Isso é gravíssimo. É uma irresponsabilidade enorme e, oxalá, não traga qualquer outro tipo de consequências mais graves", salientou o parlamentar, em conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Em causa está o desmantelamento do radar meteorológico da Força Aérea norte-americana, na Serra de Santa Bárbara, o único existente nos Açores.

Segundo Alonso Miguel, desde 2010 que CDS-PP alerta os executivos regional e nacional para a necessidade de os Açores terem meios próprios de previsão meteorológica e agora a região pode ficar vários anos sem qualquer radar.

"O que nós constatamos é que ao fim de seis anos nada foi feito e, neste momento, está a ser desmantelado o radar da Serra de Santa Bárbara e nós corremos o risco de passar aqui por um período longo sem qualquer tipo de informação meteorológica que, aliás, é obviamente vital para a salvaguarda das populações e para a salvaguarda dos bens", frisou.

O deputado centrista referiu que o partido propôs em 2010 na Assembleia Legislativa e na Assembleia da República a instalação de uma rede de radares meteorológicos nos Açores, tendo repetido a proposta, em 2013, com aprovação no parlamento regional.

"A iniciativa do CDS foi aprovada, até porque, por sugestão do próprio PS, o CDS inclui na sua proposta também a criação de uma rede de estações meteorológicas de superfície. Porém, até hoje, nada disso foi feito", adiantou.

Para Alonso Miguel, sem o radar da Força Aérea norte-americana, torna-se mais urgente a implementação da rede de radares meteorológicos, mas também é preciso exigir aos Estados Unidos contrapartidas pela utilização da base das Lajes, na ilha Terceira.

O deputado do CDS-PP explicou que após o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ter anunciado, em abril deste ano, que o Departamento de Defesa dos EUA tinha informado que o radar da Serra de Santa Bárbara seria desativado, o primeiro-ministro comprometeu-se a "encetar diligências" para assegurar o seu funcionamento e a dar início ao processo de instalação de um radar na ilha de São Miguel.

Por outro lado, lembrou que o presidente do Governo Regional disse, após uma reunião da comissão bilateral permanente entre Portugal e os Estados Unidos, que existiam "boas perspetivas" da passagem do radar meteorológico da ilha Terceira para a tutela do Governo da República.

"Aparentemente, a única derrogação que os governos socialistas, de cá de lá, conseguiram foi a de convencer os americanos a só retirarem o radar da serra de Santa Bárbara depois das eleições [regionais] de 16 de outubro", criticou.



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