CDS-PP pede responsabilidades em caso de tuberculose na Terceira

CDS-PP pede responsabilidades em caso de tuberculose na Terceira

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   18 de Jan de 2017, 14:40

O CDS-PP pediu responsabilidades num caso de tuberculose detetado na prisão de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Açores, no debate de urgência sobre a Saúde no arquipélago, no parlamento regional, na Horta.

 

"Trata-se de um caso de tuberculose que foi diagnosticado no estabelecimento prisional e que andou entre tricas entre o hospital de Angra e a unidade de saúde da ilha Terceira, em que o hospital ficou com os testes [de sangue], não os mandando fazer ao Instituto Ricardo Jorge", afirmou o líder parlamentar regional do CDS-PP, Artur Lima.

Segundo Artur Lima, "este é um caso gravíssimo de cinco reclusos e cinco guardas", que se encontram neste momento em tratamento.

O parlamentar explicou que "os primeiros testes foram em abril de 2016" e "os resultados nunca foram conhecidos", embora devessem ser comunicados aos interessados no prazo máximo de 15 dias.

Para o deputado centrista, "o sangue não foi enviado para o Instituto Ricardo Jorge porque o hospital não tinha os 'kits' para conservação do sangue, uma vez que esse protocolo já não existia por falta de pagamento".

O centrista adiantou que "entre março e julho de 2016 foram efetuadas várias diligências para a resolução do problema, o qual afetava não só a população reclusa, como funcionários e respetivas famílias", mas "nem o centro de saúde, nem o hospital assumiram qualquer responsabilidade sobre os testes".

"Um caso gravíssimo de saúde pública que leva, no mínimo, seis meses a ser resolvido e ainda não foi resolvido porque devia haver um 'follow up' [acompanhamento] destes doentes que nunca mais foram chamados", afirmou Artur Lima, que questionou o secretário regional sobre o eventual levantamento de um processo disciplinar "a quem não mandou e devia ter mandado este sangue para análise".

"Isto não pode ficar impune, tem de se apurar responsabilidades, tem de se abrir um inquérito e era o que o senhor deveria ter feito enquanto administrador do hospital, mas se não o fez, ainda vai a tempo de o fazer, porque o caso está longe de ser resolvido", considerou.

O secretário da Saúde dos Açores, que antes de integrar o Governo Regional era presidente do conselho de administração do hospital da Terceira, garantiu no plenário não ser verdade que o não envio do sangue "fosse por falta de pagamento" ao Instituto Ricardo Jorge".

"Encomendaram-se 50 'kits' ao Instituto Ricardo Jorge e não vieram na altura porque não havia 'stock' suficiente. Não foi por falta de pagamento", afiançou Rui Luís.

Quanto à "questão entre a unidade de saúde de ilha e o hospital", tal "aconteceu num conjunto de processos entre o centro de saúde de Angra e o hospital".

"Houve efetivamente [problemas] com uns [processos] que, por coincidência, eram todos do estabelecimento prisional. Houve diálogo sobre isso e nós resolvemos imediatamente o problema, foi durante a minha gestão", acrescentou Rui Luís.

A questão das listas de espera para cirurgia, o adiamento de operações no hospital da Terceira ou a deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital foram, entre outros, temas em discussão neste debate de urgência, que prossegue esta tarde.


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