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CDS-PP considera que há "opressão" na sociedade açoriana

CDS-PP considera que há "opressão" na sociedade açoriana

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Set de 2016, 10:19

O líder do CDS-PP/Açores e cabeça de lista pela Terceira às eleições regionais disse hoje ser necessário retirar a maioria absoluta ao PS, porque há atualmente uma opressão da sociedade açoriana como havia no final da governação do PSD.

 

“Chegámos ao ponto em que é preciso que o PS perca a maioria para a sociedade poder respirar. A sociedade açoriana está oprimida. As pessoas têm receio de se manifestar, da participação cívica, de irem em listas dos partidos”, afirmou Artur Lima em entrevista à agência Lusa.

Segundo o candidato, que também lidera a lista centrista pelo círculo de compensação, o atual cenário é similar ao que se viveu no arquipélago após 20 anos de governação do PSD, com “opressão passiva, que condiciona a sociedade, tornando-a cada vez mais subsidiodependente”.

Artur Lima deu como exemplo o caso de um empresário que manifestou a sua opinião e “alguém ao mais alto nível terá chegado ao pé dele e disse ‘cuidadinho, anda a falar muito’”, acrescentando que muitas vezes as pessoas lhe pedem para não revelar que foram elas a dar conta de determinadas situações, com medo que os filhos não consigam arranjar emprego.

Na opinião do líder centrista, o PS vai ganhar novamente as eleições e o CDS-PP é o partido que “está em melhor posição para [lhe] retirar a maioria absoluta”.

Artur Lima, que foi deputado nos últimos dois mandatos, considera que o CDS-PP se destaca dos restantes partidos porque “é uma oposição com crítica construtiva e com propositura”.

Para o candidato do CDS-PP, estes últimos quatro anos de governação socialista ficam marcados por uma “grande austeridade” nos setores da Educação e da Saúde, onde se verificou uma redução de reembolsos, um aumento das taxas moderadoras e uma quebra nas deslocações de médicos especialistas às ilhas sem hospital.

“Chegaram ao ponto de ir aos alunos com ação social escolar e descontar o valor do manual escolar. Isto é absolutamente inadmissível. Na saúde, as taxas moderadoras servem para moderar o acesso aos serviços. Até aí estamos de acordo, o problema é quando se financia o Serviço Regional de Saúde com estas taxas. Isso é uma ilegalidade”, considerou.

Neste setor, um dos que tem merecido maior atenção do CDS-PP nos Açores, o candidato defende, entre outras medidas, a implementação do enfermeiro de família, “uma proposta centrista já apresentada em 2012, que não foi avante”, dotar as unidades de saúde do número suficiente de terapeutas da fala e a fixação de jovens médicos em especialidades carenciadas, como a medicina geral e familiar.

Nas últimas eleições regionais, o CDS-PP passou de cinco para três deputados, um resultado que Artur Lima quer reverter a 16 de outubro e que entende ter sido influenciado pelo facto de o partido integrar o Governo da República em coligação com o PSD.


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