CDS-PP acusa o Governo dos Açores de fazer “propaganda” com o Plano para 2018

CDS-PP acusa o Governo dos Açores de fazer “propaganda” com o Plano para 2018

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Nov de 2017, 12:08

O líder da bancada do CDS-PP no Parlamento dos Açores, Artur Lima, acusou hoje o Governo Regional de fazer "propaganda" com as propostas de Plano e Orçamento para 2018, mas admite apresentar propostas de alteração.


"Uma coisa é o que o Governo promete, outra coisa é o que o governo faz", denunciou o dirigente centrista, no debate inicial das propostas de Plano e Orçamento do Governo para o próximo ano, que decorre até quinta-feira na sede da Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta, ilha do Faial.

No entender de Artur Lima, o executivo socialista açoriano tenta, todos os anos, "vender aos açorianos" a esperança de melhores dias, projetando para o futuro os resultados da sua governação, sem responder às necessidades atuais dos açorianos.

"Este governo persiste em não ouvir. Não aceita a crítica, não reflete, não pondera", apontou o líder dos centristas açorianos, dando como exemplo as "fracassadas políticas" adotadas na região, as dificuldades no acesso aos serviços de Saúde, o êxodo dos jovens açorianos, ou os riscos de pobreza em que ainda se encontram muitas famílias.

O líder da bancada do CDS-PP deu ainda como exemplo da "propaganda" governativa regional os pareceres dos conselhos de ilha em relação às propostas de Plano e Orçamento para 2018, que falam da "diminuta execução orçamental" dos planos anteriores e da "falta de credibilidade" dos atuais documentos.

"Dos sindicatos ao patronato, ninguém põe as mãos no fogo pelo Governo", recorda Artur Lima, para quem esta falta de credibilidade do Governo, além de preocupante, "é muito grave".

Um dos exemplos da "falta de credibilidade do Governo", no entender dos centristas, está também nas propostas apresentadas pelo CDS em planos anteriores, aprovadas no Parlamento, mas que não foram devidamente executadas, como é o caso do COMPAMID (apoio à aquisição de medicamentos), o CIRURGE (programa de combate às listas de espera cirúrgicas), ou a atribuição de manuais escolares a todos os alunos.

"Quando um orçamento é aprovado nesta casa, é para cumprir", insistiu o deputado centrista, acrescentando que "é tempo de o Governo perceber que o paradigma da sua governação tem de mudar".

Apesar das críticas, o CDS-PP não anunciou ainda o seu sentido de voto em relação ao Plano e Orçamento para o próximo ano, prometendo mesmo apresentar propostas concretas para melhorar os documentos, nomeadamente no que se refere ao combate às listas de espera cirúrgicas e ao escoamento dos produtos açorianos, entre outros.

A proposta de Orçamento dos Açores para o próximo ano é de 1.292 milhões de euros, valor sensivelmente igual ao do corrente ano, enquanto o Plano de Investimentos global é de 753 milhões de euros, um decréscimo de cerca de 3% face ao de 2017.



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