CDS-PP/Açores quer que os açorianos se reformem três anos mais cedo

CDS-PP/Açores quer que os açorianos se reformem três anos mais cedo

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Fev de 2016, 12:04

O CDS-PP/Açores anunciou hoje que vai propor que os trabalhadores açorianos se reformem três anos mais cedo do que os residentes no continente português, tendo em conta que a esperança média de vida é menor nos Açores.

 

"Sendo certo que, atualmente, a idade da reforma está indexada à esperança de vida, parece-nos da mais elementar justiça que um trabalhador residente nos Açores se reforme, pelo menos três anos mais cedo que um residente no continente", salientou Artur Lima, líder do CDS-PP/Açores, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

O líder regional centrista realçou que, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, quem reside nos Açores vive em média "cerca de menos três anos", acrescentando que essa diferença para os trabalhadores do continente se tem vindo a acentuar, já que há 11 anos era de apenas dois anos e dois meses.

O CDS-PP criou um grupo de trabalho, que inclui alguns membros do partido a nível nacional, para estudar a aplicação e as regras de acesso a esta medida, que vai obrigar a uma alteração da lei de bases da Segurança Social, mas Artur Lima conta apresentar na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores uma anteproposta de lei ainda nesta legislatura, ou seja, ainda este ano.

Segundo o líder regional centrista, esta alteração não traz custos acrescidos para a Segurança Social e pode ter um "grande impacto" na criação de emprego, sendo ainda um "estímulo para a fixação de jovens" nos Açores.

Apesar de ainda não ter discutido esta proposta com os restantes partidos com representação na Assembleia Legislativa dos Açores, Artur Lima disse acreditar que a proposta seja "consensual" no parlamento açoriano e na Assembleia da República.

"Julgo que é uma medida que vai ser consensual entre os parceiros e sobretudo na República agora com esta grande vontade de fazerem justiça social e com grandes autonomistas agora como deputados na Assembleia da República julgo que não será difícil fazer passar esta anteproposta de lei", frisou.


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