CDS-PP/Açores quer "afirmar-se alternativa de poder" nas regionais de 2016

CDS-PP/Açores quer "afirmar-se alternativa de poder" nas regionais de 2016

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Jun de 2015, 19:24

O CDS-PP/Açores quer afirmar-se como "alternativa de poder" no arquipélago, nas eleições regionais de 2016, segundo a moção que o líder do partido, Artur Lima, leva ao congresso que hoje começa no Pico.

No documento, a que a Lusa teve acesso, Artur Lima aponta ainda o objetivo, que já havia anunciado, de este ano o CDS-PP eleger um deputado à Assembleia da República pelo círculo dos Açores.

"Mas se a nossa ambição passa pela eleição, pela primeira vez, de um deputado à Assembleia da República nas eleições legislativas deste ano, nas regionais de 2016, o CDS-PP deve afirmar-se como verdadeira alternativa de poder. O nosso percurso político e parlamentar dá-nos a segurança, a credibilidade, a astúcia e a capacidade de governar os nossos Açores", lê-se no documento, que Artur Lima apresentará aos congressistas no sábado de manhã.

O CDS-PP/Açores, "mantendo a sua linha de autonomia" e "não atingindo a força necessária para governar os Açores é, todavia, o único partido que tem ao seu alcance a possibilidade" de, em 2016, "pôr termo à clientelar maioria absoluta do PS e combater a veia bipartidária do ainda maior partido da oposição [PSD]", considera Artur Lima, que lembra que o partido não tem "vícios" do poder.

"O CDS foi, e é, a efetiva oposição ao Governo socialista [dos Açores]. Tivemos a seriedade necessária para aprovar as boas propostas do poder, da mesma forma que tivemos a responsabilidade exigida por diversas circunstâncias de procurar consensos e entendimentos úteis que resultaram na aprovação de medidas a favor dos açorianos", realça Artur Lima, que lembra no documento "o legado" do partido, enumerando diversas propostas, de múltiplas áreas, que fez e viu aprovadas na região ou que negociou com o executivo socialista.

Da lista constam as mais recentes: o acordo com os socialistas para a baixa de impostos este ano e a criação, por iniciativa do CDS-PP, do complemento aos apoios dados aos doentes oncológicos que têm de sair da sua ilha ou do arquipélago para receber tratamentos.

O também vice-presidente nacional do CDS-PP vinca ainda, no caso do PS, que governa os Açores há quase 20 anos, que "maiorias absolutas demasiado prolongadas no tempo tendem a roçar o absolutismo".

Quanto ao PSD, considera que a direção atual, salvas "raras e honrosas exceções, está ao nível do pior do passado".

"Estamos convictos de que seremos decisivos nas regionais de 2016", acrescenta.

Quanto às eleições nacionais deste ano, e tal como afirmou em entrevista à Lusa esta semana, afirma ainda que não descarta fazer "entendimentos eleitorais", mas que "só serão feitos" com "gente de palavra", numa alusão, que faz por diversas vezes, ao PSD/Açores, que recusou coligar-se no arquipélago depois de, segundo Artur Lima, ter sido alcançado um pré-acordo entre os dois partidos.

Ao longo das 26 páginas da moção "Dar valor aos Açores", Artur Lima defende a valorização da agricultura, das pescas ou do turismo dentro de um novo "paradigma de desenvolvimento" do arquipélago.

Apesar do "desenvolvimento registado" em 40 anos de autonomia, os Açores "ainda vivenciam constrangimentos e bloqueios resultantes da sua condição insular", que o CDS-PP "conhece bem", mas o partido "não aceita as limitações que as sucessivas governações não foram capazes de ultrapassar", sublinhando que é preciso aproveitar "as potencialidades de cada ilha" e acabar com as "políticas menos adequadas à realidade" da região e com "a cópia de figurinos importados".

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