CDS-PP/Açores propõe criação de grupo de estudo sobre geopolítica e geoestratégia

CDS-PP/Açores propõe criação de grupo de estudo sobre geopolítica e geoestratégia

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   2 de Fev de 2017, 11:36

O CDS-PP/Açores propôs a criação de um conselho para o estudo das potencialidades geopolíticas e geoestratégicas da região, alegando que não há um pensamento estruturado sobre estas matérias.

"O CDS-PP entende que as potencialidades geopolíticas e geoestratégicas dos Açores devem merecer dos atores políticos regionais, em primeira instância, um tratamento muito mais atento e pró-ativo, até como forma de afirmação da nossa autonomia", disse o líder regional centrista, Artur Lima, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

O partido entregou hoje no parlamento açoriano um projeto de decreto legislativo regional que propõe a criação de um grupo de estudos sobre as linhas orientadoras da geopolítica e geoestratégia da região, designado por G2A.

Segundo Artur Lima, o órgão, de caráter consultivo, terá como missão "produzir pensamento fundamentado e circunstanciado sobre as potencialidades geopolíticas e geoestratégicas dos Açores, aconselhando o parlamento e o Governo na adoção de políticas que, pelo aproveitamento dos ativos, revertam em mais-valias económicas, financeiras, científicas e sociais para a região".

"Num mundo cada vez mais instável, em que o que é verdade hoje, amanhã pode não ser, os Açores têm que ter os seus ativos perfeitamente estudados, têm que ter a sua posição no Atlântico perfeitamente afirmada, têm que ter as relações com os seus parceiros perfeitamente consolidadas", frisou.

O CDS-PP propõe que o grupo seja presidido pela presidente da Assembleia Legislativa e que inclua o membro do Governo Regional com competência em matéria de assuntos europeus, cooperação e relações externas, um representante de cada partido com assento parlamentar, um representante de cada faculdade da Universidade dos Açores e cinco personalidades eleitas pelo parlamento açoriano.

"Queremos que haja este organismo independente que possa produzir pensamento estruturado, que recrute da sociedade os melhores. Há gente com muito bom trabalho e muito bom pensamento sobre esta matéria, que está subaproveitada e que deve ser valorizada. Há estudantes já com teses de mestrado e doutoramento sobre esta matéria que também têm de ser consultados e chamados a dar o seu contributo à sociedade açoriana", defendeu Artur Lima.

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