CDS-PP/Açores pede mudanças nos incentivos aos jovens e fim de "concursos de alfaiate"

CDS-PP/Açores pede mudanças nos incentivos aos jovens e fim de "concursos de alfaiate"

 

LUSA/AO Online   Regional   12 de Jul de 2015, 14:54

O presidente do CDS-PP/Açores, Artur Lima, defendeu mudanças nos apoios e incentivos à iniciativa privada dos jovens na região e o fim de concursos públicos "de alfaiate".

Falando no encerramento da I Universidade de Verão da Juventude Popular dos Açores, em Angra do Heroísmo, Artur Lima afirmou que na região, os jovens, "de curso em curso, de estágio em estágio, acabam no desemprego". "Esta política tem de mudar", afirmou, defendendo uma mudança no "sistema de incentivos aos jovens" nos Açores e dos programas de apoio "ao empreendedorismo". Neste contexto, pediu "apoios focados e dirigidos” e “diferenciados" para áreas em que os Açores poderiam "ser muito bons", como a aquacultura, energias renováveis, produtos agrícolas ou as pescas. "É preciso criar postos de trabalho nessas áreas e diferenciar apoios para que os jovens se possam instalar, por exemplo, na aquacultura", em vez de "estarem à espera" de um lugar na função pública ou de uma oportunidade através de um concurso público para entrar na administração regional que, "ainda por cima", são "concursos viciados, concursos de alfaiate", feitos à medida de uma determinada pessoa que tem "uma cunha", afirmou. "Isso não desenvolve uma sociedade", disse o dirigente do CDS-PP, defendendo a cultura do "mérito" na região: "Queremos uma administração pública isenta, queremos concursos públicos isentos, não queremos concursos de alfaiate, queremos que todos os jovens acedam aos programas de apoio de forma isenta pelo seu valor, pelo valor do projeto e não pela sua filiação partidária. (…) Há que introduzir na administração pública e nos apoios governamentais [nos Açores] isenção e rigor e isso contribuiria para formação e criação de emprego", vincou. Artur Lima referiu-se ainda às eleições legislativas deste ano e revelou que a coligação eleitoral "Aliança Açores", que junta CDS-PP e PPM nos Açores, foi aprovada por "unanimidade e aclamação" no Conselho Nacional do CDS-PP que se realizou na sexta-feira em Lisboa. O dirigente do CDS-PP apelou ao "voto útil", na coligação CDS-PP/PPM, considerando que essa é a única forma de o PS não eleger três deputados pela região este ano e não dar mais um contributo para "uma maioria de esquerda" na República. O mesmo fez o vice-presidente do CDS-PP e ministro da Solidariedade Social, Luís Pedro Mota Soares, dizendo que a eleição, pela primeira vez, de um deputado do CDS-PP pelos Açores significaria colocar na Assembleia da República alguém com "voz própria". Mota Soares fez a defesa do executivo nacional e da forma como conduziu o país nos últimos quatro anos, referindo números da evolução do défice, da dívida ou do emprego que, no seu entender, revelam que foi boa a opção de não pedir mais dinheiro e tempo aos credores internacionais e "livrar" Portugal da 'troika' "no primeiro momento possível". Para Mota Soares, Portugal estaria hoje como a Grécia se tivesse sido seguida "a cegueira ideológica" de alguns partidos e tivesse sido estendido o resgate, como pedia o PS.


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