CDS-PP/Açores diz que promessa dos médicos de família vem desde 2004

CDS-PP/Açores diz que promessa dos médicos de família vem desde 2004

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Nov de 2016, 12:15

O líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, afirmou que desde 2004 está prometida a cobertura da população com médicos de família e considerou que o executivo regional, do PS, não deveria anunciar o que não pode concretizar.

 

No debate sobre a proposta do Programa do Governo Regional, que hoje termina na Assembleia Legislativa, na Horta, ilha do Faial, Artur Lima referiu que os médicos de família “estão prometidos no ano 2004, 2008, 2012 e agora em 2016 é para 2018”.

“É caso para dizer que uma mentira muitas vezes repetida um dia tornar-se-á verdade. Os açorianos anseiam que isso um dia venha a ser verdade, mas não tem acontecido”, declarou o deputado centrista sobre o programa para a área da saúde, cuja discussão começou na quinta-feira.

Nesse dia, o secretário da Saúde dos Açores, Rui Luís, disse que o Governo Regional prevê atingir em 2018 a cobertura total da população com médicos de família.

“Será necessário garantir a cobertura total da população por médico especialista em Medicina Geral e Familiar, situação que prevemos atingir em 2018”, afirmou Rui Luís, que hoje reiterou ser pretensão do executivo que em 2018 “esteja completa a rede com mais 32 médicos”, tendo em conta aqueles que terminam em 2016, 2017 e 2018 as suas especialidades.

No debate, o deputado do Partido Popular Monárquico, Paulo Estêvão, alertou para a “situação explosiva e insustentável” e de “calamidade” na saúde no Corvo, a ilha mais pequena do arquipélago, onde habitam cerca de 400 pessoas, com a alegada incompatibilização do único médico de família com “grande parte da população”.

“Há muita gente que não vai à unidade de saúde porque tem medo ou porque considera que não vale a pena porque aquela não consegue responder aos seus problemas”, declarou Paulo Estêvão, acusando o Governo Regional de ter conhecimento desta situação e de não fazer nada.

Domingos Cunha, do PS, declarou que o seu “grupo parlamentar e o governo não se reveem” na afirmação de que se vive uma “calamidade” do ponto de vista da saúde naquela ilha do grupo ocidental do arquipélago.

O socialista perguntou a Paulo Estêvão se tem conhecimento do número de reclamações na unidade de saúde ou de eventuais participações à Ordem dos Médicos por alegada má prática daquele profissional.

Paulo Estêvão afiançou que “há muitas queixas” e esta situação é do “conhecimento generalizado”.

A questão da telemedicina e das listas de espera para cirurgia foram outros dos assuntos que dominaram o debate sobre a saúde, com a deputada do PSD Mónica Seidi a pedir esclarecimentos sobre a especialidade de cirurgia geral no mês de agosto, nos três hospitais da região (Ponta Delgada, Horta e Terceira).

Segundo a parlamentar, no hospital da Horta foram operados 48 doentes e em Ponta Delgada foram 164, enquanto na Terceira o número ascendeu a 419 doentes operados.

A social-democrata quis saber, por isso, “quais foram as medidas milagrosas” implementadas no hospital da Terceira que não foram replicadas nas outras unidades hospitalares, nem nos outros meses do ano.

O secretário regional da Saúde, que exercia funções de presidente do conselho de administração do hospital de Santo Espírito da ilha Terceira antes de tomar posse no atual executivo regional, rejeitou um eventual “milagre”.

“Existia um conjunto de pequenas cirurgias que estavam inseridas no sistema e depois foram realizadas e que não tinham sido abatidas, ou seja, não tinha sido registada a data em que foram realizadas”, declarou, referindo que a informação no ‘site’ das listas de espera surge com o total, daí parecer que houve um ‘boom’ de operações.

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