CDS-PP/Açores diz que a ilha Terceira é discriminada com novo modelo de transporte áereo

CDS-PP/Açores diz que a ilha Terceira é discriminada com novo modelo de transporte áereo

 

Lusa/AO Online   Regional   22 de Abr de 2015, 14:38

O líder do CDS-PP nos Açores acusou o Governo Regional de discriminar os habitantes da ilha Terceira com o novo modelo de transporte aéreo, reivindicando "esforços" do executivo para que as companhias de baixo custo voem para a ilha.

“Para além de a liberalização não ter trazido as ‘low cost’ para a Terceira, os utilizadores da gateway das Lajes ficaram pior servidos nas ligações ao Porto e mesmo nos horários de ligação a Lisboa”, frisou Artur Lima, numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo.

O novo modelo de transporte aéreo, que entrou em vigor nos Açores no dia 29 de março, liberalizou as rotas de São Miguel e da Terceira com o continente, o que levou a que duas companhias de baixo custo iniciassem rotas para os Açores, mas apenas para a ilha de São Miguel.

Segundo Artur Lima, a Terceira foi a única ilha prejudicada com o novo modelo de transportes, porque já não consegue chegar ao Porto no mesmo dia, com direito a reembolso, e mesmo nas ligações com Lisboa os horários são piores, já que às segundas e quartas-feiras, por exemplo, não é possível sair da ilha com destino à capital de manhã.

A Terceira tem apenas uma ligação direta ao Porto, à quarta-feira, sendo que nos restantes dias tem de fazer escala em São Miguel ou em Lisboa.

No entanto, segundo o líder centrista, o reembolso previsto com o novo modelo de transportes para viagens acima dos 134 euros só é feito em viagens para Lisboa. Se o bilhete tiver como destino o Porto, o cliente não tem direito a reembolso.

A alternativa para que a viagem seja mais barata é viajar por São Miguel, mas neste caso Artur Lima alega que os residentes e estudantes terceirenses são obrigados a dormir pelo menos uma noite noutra ilha, porque as viagens de São Miguel para o Porto são feitas às 08:35.

A população das restantes ilhas do arquipélago também tem de dormir uma noite em São Miguel para chegar ao Porto, mas o líder centrista alegou que já no anterior modelo isso acontecia, salientando que as rotas não liberalizadas têm um teto máximo de 320 euros por passagem, ao contrário da Terceira.

“O Pico e o Faial não perderam nada do que tinham. Continuam a ter nas mesmas condições e com um teto máximo de tarifa. Quem perdeu foi a Terceira”, frisou.

Artur Lima exigiu que o Governo Regional reforce as ligações entre Terceira e Porto ou que permita os reembolsos nestas situações, lembrando que a rota do Porto “tinha uma ocupação de mais de 70%”.

O líder regional centrista considerou ainda que o executivo açoriano devia fazer “todos os esforços” para que as companhias de baixo custo passassem a voar para a ilha Terceira, acrescentando que fará chegar este assunto ao ministro da Economia e ao secretário de Estado dos Transportes.

“Se liberalizaram a rota é porque ela tinha condições para ser liberalizada, se está liberalizada é porque tinha condições e tráfego para as ‘low cost’ voarem para cá, portanto é efetivamente necessário que se comece a fazer isso”, salientou.

Artur Lima defendeu que o Governo Regional deve fazer para a Terceira “os mesmos esforços que fez para a Ryanair e a EasyJet voarem para Ponta Delgada”, acusando o executivo açoriano de ter dado dinheiro às duas companhias para iniciarem as rotas.

 



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