CDS critica falta de certificação na classificação do leite nos Açores

CDS critica falta de certificação na classificação do leite nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   28 de Out de 2015, 15:32

A deputada do CDS-PP à Assembleia Legislativa dos Açores Graça Silveira criticou a falta de certificação dos laboratórios de classificação do leite cru produzidos no arquipélago.

 

Num voto de protesto apresentado no parlamento açoriano, a deputada centrista explicou que os serviços oficiais que fazem essa classificação (SERCLA) avaliam a qualidade higio-sanitária, bem como a composição do leite, mas sem qualquer certificação.

"Os laboratórios do SERCLA não são certificados e, por conseguinte, os resultados das análises feitas ao leite que é produzido nos Açores (e que representa cerca de 30% do total do leite produzido por Portugal) não têm qualquer valor legal", lembrou Graça Silveira.

Segundo a deputada, a situação, que considerou ser estranha, não permite, por exemplo, que as análises possam ser utilizadas em qualquer processo contencioso entre produtor e indústria ou sempre que se verifique alguma suspeita relacionada com questões de saúde pública.

"A crise que se vive no setor agrícola, com o fim do regime da quota leiteira, só poderá ser ultrapassada caso a região se consiga impor nos mercados como produtora de leite de excelente qualidade, sendo, por isso, um imperativo que os resultados das análises ao leite açoriano sejam reconhecidas internacionalmente", insistiu.

O voto de protesto foi chumbado pela bancada da maioria socialista na Assembleia Regional, que considerou "alarmista" a denúncia do CDS.

Duarte Moreira, deputado socialista, assegurou no parlamento que a eventual ausência de certificação daqueles laboratórios "não põe em causa a qualidade dos produtos lácteos açorianos, nem a saúde pública".

Renato Cordeiro, deputado do PSD, referiu que o problema não está na qualidade dos produtos lácteos açorianos, mas sim "na qualidade de quem governa", referindo-se ao secretário regional da Agricultura, que, no seu entender, já deveria ter resolvido o problema.

O titular da pasta da Agricultura, Neto Viveiros, que estava presente no plenário, não respondeu às críticas da oposição, porque regimentalmente os membros do Governo não podem intervir durante a discussão de votos (quer seja de protesto, de congratulação, de saudação ou de falecimento).

Chumbado foi também um voto de congratulação, apresentado pelo PPM, mas em tom de ironia e sarcasmo, pela eleição de Carlos César como líder parlamentar do PS na Assembleia da República.

"Por maiores que sejam as dificuldades políticas e os obstáculos encontrados, o senhor Carlos César está a demonstrar, de forma inequívoca, que é sempre possível ganhar, mesmo quando se perde", realçou o deputado monárquico, que considerou ainda "genial" a estratégia política adotada pelo antigo presidente do Governo dos Açores, dentro do PS, para tentar conquistar o poder.

O líder parlamentar socialista na região, Berto Messias, não gostou da forma como o deputado do PPM "brincou" com a figura de Carlos César, acusando Paulo Estêvão de usar "mesquinhez e mediocridade" e um "ódio e obsessão pessoais" para atacar o atual deputado à Assembleia da República.

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