CDS aposta na eleição de um deputado pelo Corvo

CDS aposta na eleição de um deputado pelo Corvo

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   1 de Out de 2012, 21:51

O líder do CDS/Açores apelou esta segunda-feira aos corvinos para votarem em função dos candidatos locais sem pensar no futuro presidente do Governo Regional, não se mostrando preocupado com o risco de bipolarização do eleitorado entre PS e PSD.

“Os corvinos vão votar nos candidatos do Corvo, não vão votar em Berta Cabral [PSD] ou em Vasco Cordeiro [PS]” e por isso devem escolher os “deputados que melhor representam a sua terra no parlamento”, afirmou Artur Lima, que esteve na ilha em campanha com a cabeça-de-lista pelo círculo, Catarina Andrade.

“Apresentamos uma candidata jovem, corvina, que conhece a realidade e oferece competência na defesa do Corvo”, disse o líder centrista, que aposta na obtenção de um dos lugares de deputado do círculo mais pequeno dos Açores.

O período “de maior investimento na ilha foi quando existiu um deputado eleito pelo CDS pelo Corvo”, recordou Artur Lima, que aposta também na manutenção do eleito pelas Flores.

Os eleitores devem “avaliar o trabalho dos deputados eleitos pela terra” e, no caso das Flores, “não é comparável a quantidade e a qualidade do trabalho do deputado Paulo Rosa” em relação aos outros eleitos da ilha.

“É abismal a diferença” e “os florentinos vão premiar quem trabalha”, disse Artur Lima, que criticou a centralização da mensagem política do PS e do PSD nos nomes dos líderes regionais, Vasco Cordeiro e Berta Cabral.

No seu entender, “o PS e o PSD fazem isso porque se envergonham dos candidatos” que apresentam nas ilhas, muitos deles “reformados, pensionistas, agentes do regime, dirigentes e titulares de empresas públicas”.

O líder centrista criticou também as recentes declarações de Berta Cabral a demarcar-se do Governo de Passos Coelho.

“Fui o único vice-presidente e dirigente nacional do CDS que se opôs à coligação e o tempo deu-me razão”, afirmou Artur Lima, recordando que já se havia demarcado do Governo nacional há muito tempo.

“Por proposta minha, ficou no acordo de coligação que o CDS dos Açores é autónomo na sua posição em relação à política nacional”, salientou o responsável, que reafirmou a sua oposição à proposta de redução da Taxa Social Única (TSU), entretanto abandonada.

No Corvo, PS e PPM dividem os dois lugares existentes no círculo, enquanto nas Flores os três deputados pertencem aos socialistas, sociais-democratas e centristas.


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