CDS acusa Governo dos Açores de não defender a região na greve dos estivadores

CDS acusa Governo dos Açores de não defender a região na greve dos estivadores

 

LUSA/AO online   Regional   20 de Mai de 2016, 15:51

O líder do grupo parlamentar do CDS-PP/Açores acusou hoje o Governo Regional de ser "subserviente" ao Governo da República na greve dos estivadores nos portos nacionais, que está a "prejudicar" a economia dos Açores

Num comunicado daquela força política, Artur Lima manifesta o seu "maior desagrado" pela postura do Governo Regional e refere que o executivo açoriano, “ao contrário do que fez no passado, preferiu tomar partido na defesa do Governo de António Costa na República".

O também líder dos centristas nos Açores entende que o Governo Regional deveria estar a “defender convenientemente” os empresários e os consumidores açorianos que “estão confrontados com atrasos” na importação e na exportação de mercadorias.

“É lamentável que Vasco Cordeiro e Vítor Fraga [secretário regional dos Transportes] se congratulem com um anúncio nacional de aplicação de serviços mínimos que não está a funcionar, prejudicando sobremaneira os empresários regionais na receção e distribuição de carga marítima, e se limitem a dizer que estão a acompanhar a situação”, declarou o deputado.

Artur Lima defendeu que o Governo Regional deve exigir a requisição civil para fazer face à paralisação dos estivadores, inclusive perante o alargamento do aviso de greve também aos portos dos Açores.

O líder do CDS-PP/Açores acusa o executivo regional de “mais uma vez utilizar os Açores, os açorianos, as empresas e as famílias para fazer política partidária”, em vez de “defender os superiores interesses da economia e da autonomia da região”.

Em declarações aos jornalistas, à margem da visita oficial do Governo Regional à ilha do Pico, o secretário dos Transportes disse que o CDS/PP Açores “acordou tarde para este assunto”, uma vez que o executivo está desde 14 de abril a trabalhar com o Governo da República para minorar o "mais possível os impactos na região" da greve, através da definição dos serviços mínimos.

Vítor Fraga acrescentou que esta definição "conduziu a uma má interpretação por parte do sindicato e sua posterior clarificação“ e que a solução encontrada “prevê o dobro dos movimentos do que foi conseguido, na altura, com o Governo de que o CDS-PP fazia parte na República".

"Esta semana já houve um navio que saiu de Lisboa e o navio ‘Ponta do Sol’ voltou a transportar a carga quinta-feira e hoje, recuperando quase a sua totalidade, que estava atrasada. Está prevista mais uma ligação, na próxima semana, a partir de Leixões, regularizando-se assim o abastecimento aos Açores", disse o titular da pasta dos Transportes.

Os estivadores estão a fazer greve a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal, isto é, recusam trabalhar além do turno, aos fins de semana e dias feriados.

A paralisação tem sido prolongada através de sucessivos pré-avisos devido à falta de entendimento entre estivadores e operadores portuários sobre o novo contrato coletivo de trabalho.

Sindicato e operadores estavam a discutir um acordo coletivo de trabalho desde janeiro, mas as negociações foram suspensas no início de abril apesar de existir consenso em várias matérias, segundo o Governo, que mediou este conflito.

Inicialmente, foi definido o prazo de final de fevereiro para que as partes pudessem fechar um acordo coletivo de trabalho no Porto de Lisboa, depois de, a 08 de janeiro, os estivadores e os operadores terem chegado a uma base de entendimento, que levou à retirada imediata dos pré-avisos de greve.



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