CDS/Açores alerta para existência de centenas de animais à espera de transporte

CDS/Açores alerta para existência de centenas de animais à espera de transporte

 

LUSA/AO online   Regional   24 de Mai de 2016, 18:17

O presidente do grupo do CDS-PP no parlamento dos Açores alertou hoje para a existência de centenas de animais à espera de transporte para serem vendidos devido à greve dos estivadores, situação que está a originar "acentuados prejuízos"

"O que nos preocupa neste momento e nós já denunciámos no passado […] é o grande prejuízo que está a causar a greve dos estivadores”, disse Artur Lima, em Angra do Heroísmo, no final de uma reunião com a direção da Associação Agrícola da Ilha Terceira.

Para Artur Lima, “não basta dizer” que a região “tem o dobro dos barcos, é preciso que os barcos tragam contentores de frio e contentores para levar o gado”.

“O gado que era para abater continua na pastagem e a dar prejuízo; o gado que era para exportar vivo continua na pastagem e a dar prejuízo”, afirmou Artur Lima.

Segundo o deputado, esta “é uma situação que não se resolve com a vinda de um barco, porque pode ir e vir vazio”, mas passa pela resolução da “questão dos contentores”.

À agência Lusa, o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira, José António Azevedo, referiu que “tem havido falta de contentores para fazer o escoamento dos animais porque no porto de Lisboa, devido à greve dos estivadores, não os desbloqueiam”.

Além disso, mesmo no caso dos contentores que vão para aquele porto carregados, “é retardada a sua saída”.

“Há 400 cabeças de animais vivos com destino para a Madeira que deveriam fazer transbordo no porto de Lisboa, que estão nas pastagens”, informou José António Azevedo.

O dirigente apontou, por outro lado, que, desde que começou a paralisação dos estivadores, semanalmente há 60 carcaças de animais para o território continental que aguardam transporte da ilha.

“O facto de não conseguirmos colocar os animais no destino pode originar a quebra de compromissos comerciais”, adiantou o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira, sustentando que “ter os animais na exploração acarreta mais custos na alimentação” e “nenhuma mais-valia”.

No passado dia 28 de abril, o Sindicato dos Estivadores emitiu um novo pré-aviso de greve para o porto de Lisboa, com incidência nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, que prolongou a paralisação até ao dia 27 de maio, entretanto estendida até 16 de junho.

No mesmo dia, o Governo de António Costa fixou serviços mínimos para os portos de Portugal, tendo o executivo açoriano manifestado satisfação.

Segundo o Governo Regional, os serviços mínimos “preveem que os trabalhadores que adiram à greve assegurem a movimentação da carga de dois navios, de cinco em cinco dias, destinados aos Açores e ainda a movimentação de cargas destinadas à região que constituam produtos de abastecimento de géneros alimentícios, produtos deterioráveis e peças sobressalentes para equipamentos de primeira necessidade (centrais elétricas públicas e grupos de bombagem para captação de água para a rede pública), caso uns e outros careçam indispensavelmente de ser objeto de carga no período de greve”.

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