Cavaco termina visita aos EUA, onde encontrou "clima de simpatia" em relação a Portugal


 

Lusa/AO Online   Internacional   15 de Nov de 2011, 06:50

Com os objetivos cumpridos, o Presidente da República termina hoje uma visita de uma semana aos Estados Unidos, onde encontrou "um ambiente de simpatia" em relação a Portugal.

"Penso que em geral, os objetivos desta visita foram alcançados", afirmou Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas num hotel em San José, na Califórnia, no final de um encontro com empresários, a última iniciativa da visita de uma semana que realizou aos Estados Unidos, que, além da Califórnia, levou o chefe de Estado a Nova Iorque e a Washington.

Em jeito de balanço, e depois de no início da viagem ter feito alusão a alguma "distorção na informação" que os americanos tinham em relação a Portugal, no final da visita Cavaco Silva concluiu que acabou por encontrar em geral "ambiente de simpatia" em relação a Portugal.

"Em geral noto que, pelo menos com os muitos formadores de opinião com que contactei, uma simpatia em relação a Portugal, como um país que quer cumprir as suas obrigações, um país que tem oportunidades que podem ser aproveitadas por investidores estrangeiros, um país que tem uma diáspora que tem tido sucesso aqui nos Estados Unidos, no plano económico, no plano político e também no plano social", referiu.

Relativamente ao último dia que passou nos Estados Unidos, o chefe de Estado recordou o pequeno-almoço que teve com 18 operadores de empresas de capitais de risco, as chamada "venture capital", explicando que se tratam de empresas que apoiam "a transformação das boas ideias em negócios rentáveis”.

As empresas onde trabalham estes 18 operadores representam em termos de movimentos de investimento cerca de 10 mil milhões de dólares.

Já depois do almoço e da palestra que proferiu na Universidade de Stanford, Cavaco Silva partiu para o Silicon Valley com uma ’missão’ previamente desenhada: apresentar Portugal como um país moderno, com uma relação privilegiada com África e a América Latina, com bons recursos humanos e que, neste momento, faz uma aposta muito forte na inovação tecnológica.

"O segundo propósito era contribuir para que o espírito da cultura do Silicon Valley chegue a Portugal", explicou o Presidente da República, salientando que esta é uma região da Califórnia "de inovação tecnológica acelerada, com uma grande capacidade para transformar conhecimento científico em produtos de elevado valor acrescentado".

Ou seja, frisou, com capacidade de "transformar boas ideias em negócios rentáveis, onde existe uma massa critica muito forte de talentos e de sucesso empresarial".

"Penso que é da maior importância que os nosso empresários, as nossas instituições possam estabelecer pontes, ligações com Silicon Valley", acrescentou ainda Cavaco Silva.

Em Silicon Valley, durante a tarde, o Presidente da República visitou a Lockeed Maryin e a Cisco, "um gigante tecnológico mundialmente conhecida", que está presente em Portugal.

"Portugal é um grande país para se investir", disse durante a visita o ‘chairman’ da Cisco.

Já ao final da tarde, Cavaco Silva esteve ainda na Plug and Play Tech Center, um "acelerador de crescimento empresarial", onde estão neste momento instaladas duas empresas portuguesas.

Hoje de manhã, o Presidente da República irá iniciar a viagem de regresso a Lisboa, começando por fazer a deslocação entre San José e o aeroporto de Newark, em Nova Iorque.

Ao final da tarde, a comitiva presidencial partirá de Nova Iorque em direção a Lisboa, onde chegará na manhã de quarta-feira.


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