Cavaco apela a ajuda da diáspora

Cavaco apela a ajuda da diáspora

 

Lusa/AO Online   Internacional   14 de Nov de 2011, 06:43

 Em nome de um país que precisa de todos, o Presidente da República apelou hoje à diáspora para que sinta que tem um "imperativo de portugalidade", sublinhando que como os Estados Unidos, também Portugal "é uma terra de oportunidades".

"Como a Califórnia, como os Estados Unidos, também Portugal é uma terra de oportunidades, para quem as saiba aproveitar no momento certo. Esse momento é hoje, é agora", sublinhou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, numa intervenção num jantar em honra da comunidade portuguesa, realizado na cidade de San José, na Califórnia.

Sublinhando que se desloca à Califórnia "em nome de um Portugal que, mais do que nunca, precisa de todos, para construir o seu futuro", Cavaco Silva deixou um apelo à comunidade portuguesa nos Estados Unidos, pedindo para que se lembrem das suas origens e "sintam que têm um imperativo de portugalidade" e deem o melhor do seu talento em prol do país de onde vieram.

Sem negar as dificuldades que Portugal atravessa, que implicam "muitos e difíceis sacrifícios", o chefe de Estado voltou a manifestar a sua convicção de que o país irá ultrapassar o período atual.

Contudo, frisou, para que tal aconteça, o país tem de conseguir tirar partido daquilo que o distingue positivamente, nomeadamente "o extraordinário potencial" que constitui a sua diáspora, feita de muitos milhões de portugueses e luso-descendentes, espalhados pelos cinco continentes.

À diáspora pede-se que divulgue as potencialidades de Portugal, que é "um destino de investimento atrativo e uma fonte de produtos de alta qualidade, que merecem ser conhecidos, divulgados e testados", acrescentou Cavaco Silva.

Falando perante cerca de 800 convidados da comunidade portuguesa da Califórnia, o Presidente da República fez ainda questão de reconhecer a "enorme dívida" que Portugal tem para com a diáspora, considerando que das autoridades portuguesas exige-se que tudo façam para manter e aprofundar os laços que unem as comunidades e o seu país de origem.

O chefe de Estado, que momentos antes tinha visto um vídeo onde era feita referência à falta de atenção que sentem as comunidades por parte das autoridades portuguesas, garantiu que as ´queixas´ não ficarão esquecidas.

Cavaco Silva voltou ainda a admitir que aqueles que desejam investir em Portugal deve ser dada a possibilidade de o fazerem sem "entraves burocráticos ou constrangimentos administrativos", destacando o esforço "muito sério e consistente" que está a ser feito para promover as exportações e de atração de investimento, no quadro de um processo mais vasto de reestruturação empresarial, que aposta na internacionalização e que incluirá a privatização de importantes setores económicos.


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