Política

Cavaco acusado de não falar com sentido quando disse haver fome

Cavaco acusado de não falar com sentido quando disse haver fome

 

Lusa/AO online   Nacional   11 de Dez de 2010, 14:19

 O candidato às eleições presidenciais Francisco Lopes acusou hoje Cavaco Silva de não ter sentido aquilo que disse quando afirmou que é vergonhoso haver fome em Portugal, responsabilizando-o pela situação económica que o país está a atravessar.

O Presidente da República afirmou sexta-feira à noite, durante uma campanha para entregar as sobras dos restaurantes aos pobres, que considera “uma vergonha” haver pessoas em Portugal a passar fome. “Essa declaração é uma profunda demonstração da forma como as palavras não correspondem ao sentimento. O Presidente da República vem dizer que está preocupado com a pobreza, mas esta pobreza é consequência de 17 anos em que tem tido das mais elevadas responsabilidades políticas”, afirmou, em declarações à Lusa, Francisco Lopes, durante uma ação de rua, no Montijo. O candidato presidencial apoiado pelo PCP e por Os Verdes considerou ainda que a situação de pobreza que se vive hoje no país é consequência também das opções que Cavaco Silva está a apoiar no orçamento e que “provocam mais desemprego, menos salários, menos pensões e mais pobreza”. “Se está chocado, então teria que ter tido outra política, outra atuação”, frisou. Comentando as declarações do primeiro-ministro, José Sócrates, numa entrevista hoje ao DN, segundo a qual os problemas de Governação não se enfrentam com remodelações, Francisco Lopes afirmou que “mais do que fazer remodelações ou alterações é preciso fazer uma mudança de fundo”. Essa mudança passa, na sua opinião, por colocar as decisões políticas “ao serviço do povo” e dos que mais precisam “e não, como tem estado por intervenção do Presidente da República e do Governo, ao serviço do grande capital financeiro e dos que acumulam milhões de euros perante o afundamento do país e o agravamento da miséria”. Para Francisco Lopes, não é possível aceitar que os mesmos que um dia promovem o desemprego, no outro dia “se finjam preocupados” com a situação que eles próprios provocaram.


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