Casas dos Açores no mundo são "embaixadas da açorianidade"

Casas dos Açores no mundo são "embaixadas da açorianidade"

 

AOnline/LUSA   Regional   10 de Set de 2017, 11:34

As Casas dos Açores, instituições que ao longo dos anos se têm expandido pelo mundo, são hoje "embaixadas da açorianidade" e congregam hoje milhares de sócios que promovem uma diversidade de projetos.

"As Casas dos Açores são embaixadas da açorianidade, não apenas através do resgate, da preservação e da divulgação do património açoriano e cultura, mas acima de tudo divulgam aquilo que são os Açores de hoje”, sublinhou o diretor regional das Comunidades, Paulo Teves, em declarações à agência Lusa, a propósito da XX assembleia geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores.

Segundo Paulo Teves, “de alguma forma, estas instituições personificam aquilo que é a identidade do povo açoriano".

“As Casas dos Açores têm crescido anualmente, não apenas através da sua área de abrangência geográfica a nível de ação, mas também numa diversidade de projetos”, adiantou o responsável.

Atualmente existem 15 Casas dos Açores, três das quais no continente português (Lisboa, Norte e Algarve), duas dos Estados Unidos da América (Nova Inglaterra e Califórnia), três no Canadá (Quebeque, Ontário e Winnipeg), uma nas Bermudas, outra no Uruguai e cinco no Brasil, concretamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Baía, esta criada em 1980.

A mais antiga é a de Lisboa, fundada em 1927 e a completar o 90.º aniversário este ano, enquanto a das Bermudas é a mais jovem, criada em 2015.

"Se na América do Norte, por exemplo, as Casas dos Açores foram criadas, na sua maioria, nos anos 70 e 80, para apoiar a integração daqueles que emigravam, o facto é que ao longo dos anos foram-se adaptando também à própria dinâmica da comunidade", destacou Paulo Teves.

Além da expansão em termos de espaço físico, o responsável salientou que as Casas dos Açores promovem uma diversidade de atividades nas comunidades onde estão inseridas.

"Se há alguns anos havia a necessidade de congregar no espaço físico as grandes manifestações açorianas, agora há uma tendência de sair deste espaço para propiciar atividades no exterior que vão ao encontro das aspirações da comunidade onde se inserem e integrando cada vez mais jovens", referiu.

Além da recriação das Festas do Espírito Santo na diáspora, da divulgação da Língua e Cultura portuguesas, as Casas dos Açores têm definido novas prioridades, como o apoio à terceira idade, apostando na criação de centros de dia e de convívio, acrescentou o diretor regional das Comunidades.

Paulo Teves salientou que as Casas dos Açores promovem ainda atividades de divulgação das potencialidades económicas e turísticas do arquipélago, servindo de elo de ligação entre a região e os países de emigração.

A XX assembleia geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, que vai decorrer em Toronto, no Canadá, começa na quarta-feira e termina no sábado, contando com a presença do secretário regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas, Rui Bettencourt


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