Casa mortuária nos Açores vai custar 800 mil euros quando concluída

Casa mortuária nos Açores vai custar 800 mil euros quando concluída

 

Lusa/AOOnline   Regional   3 de Mar de 2017, 09:14

A Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, vai concluir a casa mortuária Luz Eterna, obra que gerou contestação popular com anteriores executivos e que vai ficar custar cerca de 800 mil euros.

 

“Este projeto tem muitos anos de vicissitudes, de vários presidentes de câmara e decisões. Já tinha sido investida uma quantia muito avultada naquela estrutura e, deixá-la como está, seria também um desperdício enorme, daí que tenhamos optado por dar continuidade ao projeto”, declarou à agência Lusa Ricardo Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo.

A obra da casa mortuária Luz Eterna, na freguesia de Ponta Garça, concelho de Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, com cerca de 3.500 habitantes, esteve parada dez anos por falta de verba, tendo gerado contestação popular que foi materializada em abaixo-assinados na altura em que Rui Melo (PSD) e António Cordeiro (PS) lideraram o executivo camarário.

O presidente do município vila-franquense acrescentou que já foi assinado o contrato de empreitada por cerca de 250 mil euros e referiu que a obra terá um prazo de execução de seis meses.

O autarca recordou que havia “dois projetos, duas meias execuções de capelas mortuárias, ambas em execução”, uma das quais foi alvo de embargo judicial do Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada, não sendo possível dar-lhe continuidade.

“Na outra já tinham sido aplicadas várias centenas de milhares de euros e, não acabar, era perder o investimento. Construir uma terceira era completamente abstruso. Face à realidade encontrada esta foi a melhor decisão, que vai de encontro dos interesses da população de Ponta Garça”, considerou Ricardo Rodrigues.

Para o autarca, “o que é importante é que Ponta Garça passará a ter uma infraestrutura que reclamava há muitos anos “, tendo salvaguardado que “o que foi investido ainda estava em boas em condições".

O presidente do município declarou que esta obra é uma "peça de arquitetura especial", não se tendo desaproveitado, por outro lado, as "centenas de milhares de euros que foram aplicadas”.

“Damos a Ponta Garça uma obra que poderá vir a ser uma referência arquitetónica, uma vez que o arquiteto responsável pelo projeto (Bernardo Rodrigues) é premiado. Espero que a freguesia venha a gostar de uma obra que é diferente e que dará perfeitamente para velar os mortos, uma vez que não existia na freguesia uma casa mortuária que prestasse este serviço público”, referiu o autarca.


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