Casa dos Fósseis da ilha de Santa Maria abre até setembro


 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Fev de 2016, 16:34

A Casa dos Fósseis de Santa Maria, que tem a maior jazida de fósseis a céu aberto do Atlântico Norte, vai abrir até setembro, anunciou hoje o diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge.

 

“Estou em crer que no final de agosto, o mais tardar durante o mês setembro, estaremos em condições de inaugurar a estrutura”, afirmou.

Segundo este responsável, a parte de construção encontra-se “em fase de conclusão”, estando a Universidade dos Açores “a desenvolver os conteúdos, prevendo-se que até ao verão estejam prontos e em condições de serem instalados no edifício”.

A Casa dos Fósseis foi adjudicada há um ano e contempla a construção de um edifício com um espaço de exposição que pretende fazer “a promoção e divulgação do rico espólio e património geológico e paleontológico de Santa Maria”, informou na ocasião o executivo regional.

O investimento global é da ordem dos 600 mil euros.

Para Hernâni Jorge, trata-se de “mais uma estrutura integrada na rede de centros ambientais da região” e de “grande relevância para a ilha de Santa Maria”, particularmente no contexto da aposta que o Governo Regional tem vindo a fazer e que visa “a aprovação em breve de Santa Maria como primeiro ‘paleoparque de ilha do mundo’”.

O investigador do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores Sérgio Ávila, que está a liderar o trabalho expositivo da Casa dos Fósseis, disse à agência Lusa que a mostra vai ser estruturada em dez módulos.

“Nestes dez módulos vamos contar a história geológica e a história dos fósseis da ilha de Santa Maria”, afirmou Sérgio Ávila, referindo que o primeiro vai “mostrar os investigadores mais importantes em determinadas áreas da ciência, na geologia, na biologia, na paleobiogeografia”, colocando sempre em contraponto a “um investigador de renome internacional alguém que se destacou na investigação feita nos Açores”.

Segundo o paleontólogo, a exposição tem depois “uma componente muito mais dinâmica”, pretendendo-se que “seja muito interativa”, mas também sensorial, exemplificando que o espaço vai ter “uma série de módulos de fósseis em que as pessoas podem tocar” e vai “recriar algumas das jazidas mais interessantes de Santa Maria”.

Um dos destaques da Casa dos Fósseis vai ser “uma maquete em 3D muito pormenorizada, com a atual configuração da ilha de Santa Maria”, mas recuando ao passado.

“É um filme que vai durar cerca de 15 minutos (…), desde os 6,3 milhões de anos até à atualidade, vemos o nível das águas a subir e a descer, vemos a ilha de Santa Maria formar-se, a afundar-se, a desaparecer, a reaparecer e a ‘ressubir’ outra vez. Tudo isto é contado de uma forma dinâmica”, acrescentou.

Sérgio Ávila referiu que outro módulo, destinado a crianças, passa por um jogo em que ao movimentarem as mãos estão a interagir com o que veem no ecrã, podendo “explorar” três jazidas de Santa Maria, com a realização de tarefas que passam, por exemplo, pela extração de um fóssil.

Sérgio Ávila explicou que a ilha de Santa Maria, a mais antiga do arquipélago, com 6,3 milhões de anos, tem um “património paleontológico que é único nos Açores”, fator que a diferencia das restantes oito ilhas.

 


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