Casa Branca adia reunião sobre posição dos EUA face ao acordo de Paris sobre o clima

Casa Branca adia reunião sobre posição dos EUA face ao acordo de Paris sobre o clima

 

Lusa/AO Online   Internacional   9 de Mai de 2017, 08:39

A Casa Branca adiou a reunião prevista para hoje para discutir a participação dos Estados Unidos no acordo de Paris sobre o clima, do qual o Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende sair.

 

A Casa Branca anunciou na noite de segunda-feira que o encontro vai ser reagendado. Trata-se da segunda vez que a reunião de conselheiros sobre o assunto é adiada.

Os Estados Unidos estão a equacionar se mantêm o Acordo de Paris, assinado por 195 países em dezembro de 2015 para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e conter o aquecimento global abaixo dos dois graus celsius.

O secretário da Energia norte-americano, Rick Perry, declarou, esta semana, que os Estados Unidos devem permanecer no Acordo de Paris sobre o clima, mas renegociar os seus termos, juntando-se ao campo daqueles que, na administração de Donald Trump, são favoráveis à manutenção.

Por seu turno, o patrão da Agência de Proteção do Ambiente dos Estados Unidos, Scott Pruitt, pediu recentemente que o país saia deste acordo, considerando que se tratou de “um negócio prejudicial para a América” e que beneficiou principalmente a China, o maior emissor mundial de dióxido de carbono (CO2).

Steve Bannon, o estratega de Trump e um nacionalista económico que parece estar a perder a sua influência, também propôs uma retirada.

A Casa Branca fez saber que iria avaliar a sua posição sobre as alterações climáticas e a política energética, mas sem indicar se iria cumprir a promessa eleitoral de Trump de “anular” a participação dos Estados Unidos no Acordo de Paris, aguardando-se então uma decisão.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, no final de abril, quando cumpriu 100 dias na Casa Branca, que ia tomar “uma grande decisão” sobre o acordo de Paris relativo às alterações climáticas “em duas semanas”.

A anterior administração norte-americana prometeu, em Paris, que os Estados Unidos vão reduzir as suas emissões de CO2 de 26 a 28% até 2025, por comparação com o nível de 2005 e, para o efeito, o então Presidente democrata, Barack Obama, autorizou a Agência de Proteção do Ambiente a forçar as indústrias de carvão a reduzir as suas emissões.

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