Carlos Santos Silva em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica


 

Lusa/AO Online   Nacional   22 de Mai de 2015, 19:51

O antigo administrador do grupo Lena, Carlos Santos Silva, viu hoje alterada a sua medida de coação de prisão preventiva para prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O Ministério Público foi notificado de que, relativamente ao arguido Carlos Santos Silva, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu alterar a medida de coação de prisão preventiva para obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica”, refere a PGR.

Carlos Santos Silva, que está indiciado por fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, encontrava-se em prisão preventiva, no estabelecimento prisional anexo à Policia Judiciária de Lisboa, desde 25 de novembro de 2014.

O ex administrador do grupo Lena foi detido no âmbito da “Operação Marquês” assim como o antigo primeiro-ministro José Sócrates.

José Sócrates, acusado dos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção, mantém-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora.

O advogado de José Sócrates disse hoje à agência Lusa que vai recorrer do prolongamento da prisão preventiva do ex-primeiro-ministro, apesar de ainda não ter sido notificado da decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

O Correio da Manhã noticiou hoje que o juiz Carlos Alexandre decidiu prolongar a prisão preventiva de José Sócrates por mais três meses, após parecer do procurador do Ministério Público Rosário Teixeira.

Segundo o matutino, Carlos Alexandre alega que o ex-primeiro-ministro poderá perturbar a investigação, caso seja libertado, fundamento aplicado, igualmente, ao empresário e amigo de José Sócrates Carlos Santos Silva, também detido no âmbito da “Operação Marquês”.

“Apesar de ainda não ter sido notificado da decisão do tribunal, vou interpor recurso da mesma, porque mesmo sem a conhecer já existem fundamentos para recorrer dela”, disse João Araújo.

Para o advogado de José Sócrates, “o mais extraordinário neste processo é o facto de as decisões judiciais serem comunicadas através da comunicação social e, em particular, do Correio da Manhã, algo que não está previsto na lei”.

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