Carlos Moedas satisfeito com termos do acordo sobre 'plano Juncker'


 

Lusa/AO online   Economia   28 de Mai de 2015, 12:42

O comissário europeu Carlos Moedas saudou o compromisso alcançado entre as instituições europeias sobre o 'plano Juncker' de investimento, manifestando-se particularmente satisfeito por ter sido possível minimizar os cortes no programa-quadro de investigação e inovação Horizonte 2020.

 

"É também um grande dia para a investigação e inovação na Europa. Estou muito orgulhoso com o desfecho, mas estou orgulhoso em particular com os termos em que o Horizonte 2020 contribui para este grande, grande projeto de investimento na Europa", declarou o comissário português, numa conferência de imprensa conjunta com os vice-presidentes Jyrki Katainen (Crescimento, Investimento e Competitividade) e Kristalina Georgieva (orçamentos).

Carlos Moedas manifestou-se designadamente satisfeito com o compromisso alcançado nas negociações do "trílogo" (representantes da Comissão, Parlamento Europeu e Conselho) ter reduzido o impacto da captação prevista de verbas do Horizonte 2020, lembrando que uma das preocupações desde o início era "minimizar qualquer contributo da investigação fundamental".

O comissário conclui apontando que, "até agora, na Europa, havia apenas dois instrumentos para investir efetivamente em inovação e investigação", os fundos estruturais e o Horizonte 2020, passando a União Europeia (UE) então a contar em breve com um novo instrumento, o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, que, segundo Moedas, também ajudará a uma mudança necessária para uma "economia do conhecimento".

Representantes das instituições da UE alcançaram já hoje de manhã, após uma maratona negocial, em Bruxelas, um acordo informal sobre o plano de investimento proposto pela 'Comissão Juncker', que poderá assim arrancar no verão.

O compromisso alcançado entre as instituições relativamente à arquitetura do chamado 'plano Juncker', com o qual se pretende mobilizar 315 mil milhões de euros para a economia europeia nos próximos três anos, irá ser votado pelo Parlamento Europeu a 24 de junho, e se receber a 'luz verde' da assembleia poderá começar então a ser posto em prática já a partir do verão.

O eurodeputado português José Manuel Fernandes, do PSD, um dos negociadores do Parlamento Europeu, responsável pela pasta orçamental, também sublinhou o facto de se ter conseguido mil milhões de euros adicionais, resultantes de margens orçamentais não utilizadas, para reduzir o impacto da captação prevista de verbas do Horizonte 2020 e do Mecanismo Interligar a Europa para financiar o fundo de garantia para o 'plano Juncker'.

"Desta forma, os cortes nos dois programas comunitários passam a ser de 2,8 mil milhões no Horizonte 2020 e 2,2 mil milhões Mecanismo Interligar a Europa", explicitou, acrescentando ainda que as linhas 'European Research Council', Ações Marie Curie e 'Spreading Excellence And Widening Participation' do Horizonte2020 não serão cortadas, ao contrário do que estava inicialmente previsto.

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