Carlos César confia que Governo da República não vai reter verbas da região

Carlos César confia que Governo da República não vai reter verbas da região

 

Lusa/AO online   Regional   7 de Ago de 2012, 17:21

O presidente do Governo dos Açores, Carlos César, afirmou hoje que o executivo nacional não vai reter verbas da Região para liquidar uma alegada dívida na saúde, recordando que o primeiro-ministro admitiu que os valores ainda não estão definidos.

“No último encontro que tive com o primeiro-ministro, o próprio primeiro-ministro reconheceu que o valor atribuído a essa alegada dívida não é correto”, afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas em Ponta Delgada.

Para Carlos César, “mesmo que se colocasse a questão de essa dívida ser considerada como tal, o seu valor não está ainda apurado e esse é um trabalho que, segundo o primeiro-ministro, tem que ser feito previamente e em diálogo para sabermos que solução damos a este assunto”.

Segundo o presidente do executivo açoriano, os valores da alegada dívida que foram tornados públicos não correspondem à realidade já que incluem faturas de serviços de saúde prestados a cidadãos que nasceram nos Açores mas vivem no continente, além de situações em que os custos imputados são os reais e não os que deviam ser protocolados com a administração regional.

Por outro lado, ainda segundo Carlos César, os custos dos cuidados de saúde prestados a cidadãos do continente que recorreram ao Serviço Regional de Saúde dos Açores quando se encontravam no arquipélago não estão ainda contabilizados.

Nas declarações que hoje prestou aos jornalistas, Carlos César reafirmou ainda a “divergência” que existe entre os executivos nacional e regional sobre esta alegada dívida, relativa aos cuidados de saúde prestados a cidadãos açorianos no continente.

“Entendemos que não se trata de uma dívida do Serviço Regional de Saúde ao Serviço Nacional de Saúde, mas de uma obrigação do Serviço Nacional de Saúde”, frisou.

Na sequência das notícias sobre as dívidas do setor, fontes do ministério da Saúde afirmaram que está em estudo a retenção de transferências de verbas para os Açores e Madeira até que sejam pagos os valores em atraso.

Estas verbas são respeitantes a tratamentos feitos no continente a doentes das duas regiões autónomas, na maioria dos casos em especialidades que só existem nos principais hospitais do país.


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