Carlos César acredita que PSD votará contra sanções se entender que é "luta a favor de Portugal"

Carlos César acredita que PSD votará contra sanções se entender que é "luta a favor de Portugal"

 

Lusa/AO Online   Nacional   7 de Jun de 2016, 18:23

O líder parlamentar do PS disse hoje, em Santarém, não ter dúvidas de que o PSD irá subscrever a "manifestação" contra a aplicação de sanções a Portugal se o seu entendimento for de que esta é "uma luta a favor de Portugal".

 

Carlos César, que hoje visitou a Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, afirmou que o texto hoje entregue pelo PS no parlamento, e que deverá ser votado na próxima quinta-feira, é “preliminar”, estando aberto a contributos de todos os partidos para que reúna o consenso e possa ser aprovado por todos.

Dando razão a Pedro Passos Coelho, quando declarou que não alinha em lutas contra a Comissão Europeia, o líder da bancada socialista afirmou que esta é uma “luta a favor de Portugal” e que, “se for esse também o entendimento do líder do PSD” não tem dúvidas de que este partido será subscritor de um texto que o PS quer que corresponda “à vontade e aspirações de cada um dos subscritores, sem ter nesta matéria qualquer impaciência que prejudique neste consenso”.

“Há todas as condições para que todos estejamos de acordo na defesa do interesse nacional e o interesse nacional está profundamente associado à recusa de uma política sancionatória que não tem qualquer utilidade no caso português e que seria muito injusta”, declarou.

Para Carlos César, é fundamental demonstrar que “há uma opinião unânime no universo partidário português que se radica no entendimento de que essas sanções seriam uma injustiça face aos sacrifícios que os portugueses têm feito” para procurar conformar os resultados do défice com os compromissos europeus e com a trajetória que o país está a seguir.

“Eu creio que é possível encontrar uma formulação que satisfaça todos os requisitos para que todos os partidos saibam estar unidos quando está em causa o interesse nacional e o interesse de todos os portugueses”, acrescentou.

Carlos César não quis revelar o conteúdo do texto que deverá agora recolher os contributos dos outros partidos, mas fonte socialista disse à agência Lusa que o texto considera em primeiro lugar "injustas" as sanções contra Portugal, depois da aplicação de um Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), entre 2011 e 2014, que obrigou a população do país a pesados sacrifícios.

Na mesma linha da intervenção proferida no domingo pelo líder socialista, António Costa, na sessão de encerramento do Congresso Nacional do PS, o texto agora proposto, cuja elaboração foi coordenada pelo dirigente João Galamba, classifica como "incompreensíveis" essas sanções contra Portugal, alegando-se que a própria Comissão Europeia elogiou as políticas colocadas em marcha no país e que produziram os resultados conhecidos no final de 2015.

Na proposta de voto do PS, ainda de acordo com a mesma fonte, a bancada socialista adverte que sancionar Portugal teria efeitos "contraproducentes", prejudicando o crescimento económico e a capacidade das finanças públicas do país honrarem os compromissos de consolidação orçamental.


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