Cáritas da ilha Terceira cria empresa de inserção social

Cáritas da ilha Terceira cria empresa de inserção social

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   10 de Mar de 2017, 17:20

A Cáritas da ilha Terceira, criou uma empresa de inserção social, nas áreas da agricultura biológica, da doçaria e da pastelaria tradicional, que pretende ajudar jovens com maiores vulnerabilidades a integrar o mercado de trabalho.

"Esta marca pretende ser um contributo para ações inovadoras, que possibilitem uma maior integração de jovens e outros públicos em situação de maior vulnerabilidade social, numa lógica de promoção de competências pessoais e sociais e de empregabilidade potenciadoras de comércio justo", adiantou Anabela Borba, presidente da Cáritas da ilha Terceira, na apresentação da empresa.

A empresa "As nossas quintas" vai criar três postos de trabalho, contando ainda com um quarto funcionário, ao abrigo de um programa ocupacional.

Dois funcionários trabalharão em agricultura biológica, embalamento e comercialização, estando prevista também a prestação de serviços na área da horticultura ou fruticultura a particulares.

Os outros dois funcionários estarão afetos à transformação frutícola em compotas e à pastelaria de pequenos doces tradicionais.

A empresa de inserção social surge na sequência de várias iniciativas de formação de jovens com baixas qualificações, sem emprego e com dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, promovidas pela Cáritas.

Entre 2013 e 2015, a instituição desenvolveu o projeto Terra Nostra - Capacitação com Raízes, financiado pela EDP Solidária, que formou 26 jovens na área da agricultura biológica, dos quais quatro integraram o mercado de trabalho.

No ano seguinte, a Cáritas desenvolveu o projeto Trade-IN - Tradição e Inovação para a Empregabilidade, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, que deu formação a 45 jovens nas áreas da pastelaria e doçaria tradicionais açorianas, da transformação frutícola e do embalamento de produtos hortícolas e que resultou na empregabilidade de 18 jovens.

Segundo Anabela Borba, a empresa "As nossas quintas" dará continuidade a esta aposta na formação de jovens com dificuldades de integração no mercado de trabalho.

"Esta empresa desenvolverá ações de curta duração, que permitirão enriquecer as aprendizagens destes jovens que aqui trabalharem e de outros, sempre com acompanhamento individualizado, de mediação, focado na potencialização de jovens com assinalada dificuldade de ingresso no mercado de trabalho", frisou.

A criação da empresa representou um investimento superior a 85 mil euros, cofinanciado pelo Governo Regional dos Açores em cerca 64.800 euros.

Para o vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila, presente na cerimónia, a empresa de inserção social da Cáritas tem "um enorme potencial de crescimento".

"Pela qualificação de recursos humanos, pelo seu enquadramento, por todo o historial de formação e desenvolvimento, tem todas as condições para ser uma empresa com sucesso", salientou.

Sérgio Ávila considerou, por outro lado, que a empresa se soube adaptar às realidades do mercado, alegando que a agricultura biológica é "um dos principais setores de crescimento da atividade económica no país e no mundo".

"Os consumidores têm revelado ao longo dos últimos anos uma enorme apetência para valorizarem os produtos biológicos e nós temos uma enorme potencialidade nesta matéria", acrescentou.


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