Campanha Eleitoral

Candidato do PCTP/MRPP pelos Açores quer "autonomia total" para o arquipélago


 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Set de 2015, 18:30

O cabeça de lista do PCTP/MRPP pelo círculo eleitoral dos Açores defendeu hoje a necessidade de garantir uma "autonomia total" para a região em termos de fiscalidade, finanças e economia, entre outras vertentes.

“Nós devíamos assegurar e ter garantido constitucionalmente uma autonomia total relativamente a questões como a fiscalidade, as finanças, economia, tudo quanto tenha a ver com questões de administração no espaço arquipelágico”, declarou Pedro Pacheco à agência Lusa.

As exceções que o candidato do PCTP/MRPP à Assembleia da República admite são a circulação de uma moeda comum nacional na região, as Forças Armadas e as relações diplomáticas.

“Os Açores têm cada vez menos autonomia e a que tiveram foi sempre marcada por uma crescente dependência e empobrecimento. Um indivíduo que é pobre é cada vez menos autónomo, fica cada vez mais sujeito àquilo a que se chama os condicionalismos externos”, considerou o dirigente.

A três dias do fim da campanha eleitoral para as legislativas nacionais de domingo, Pedro Pacheco considera que se tem vindo a assistir ao fenómeno da “liquidação de recursos” e de “favorecimento do saque” das pescas e da indústria por apropriação de capitais externos aos Açores.

O candidato, que defende o abandono da União Económica e Monetária (UEM) por parte de Portugal, referiu que a dívida pública do país “é uma fraude” e que se tem assistido, de “forma abusiva”, à venda dos ativos nacionais, salvaguardando que se deve travar a venda das empresas que ainda estão na posse do Estado.

“A dívida pública, assumidamente, não se paga, por ser ilegítima e não ter sido o povo português que a fez. Nem foi feita em seu benefício, mas sim para liquidação da economia portuguesa e para saquear o país, inclusive na sua força de trabalho”, afirmou Pedro Pacheco.

O PCPT/MRPP foi a sétima força política nos Açores no âmbito das eleições legislativas nacionais de 2011, assegurando 0,7% dos votos expressos (677).

O cabeça de lista considera que se tem assistido a um aumento do ‘score’ eleitoral desta força política.

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