Cancelamentos da SATA por razões operacionais e técnicas são 2,9% dos voos

Cancelamentos da SATA por razões operacionais e técnicas são 2,9% dos voos

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Set de 2017, 11:56

A secretária regional dos Transportes e Obras Públicas dos Açores, Ana Cunha, afirmou hoje que os cancelamentos por motivos operacionais e técnicos da transportadora SATA representaram entre janeiro e julho 2,9% do total dos voos realizados.


“Cerca de metade desta percentagem fica a dever-se essencialmente aos incidentes registados em Boston e Lisboa e às greves”, disse Ana Cunha, na primeira intervenção que fez no plenário da Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha do Faial, na sequência da interpelação do PPM sobre o “caos” na empresa.

Em junho, um avião da SATA, depois de aterrar em Boston, nos Estados Unidos da América, “ao passar da pista para o ‘taxiway’ para acesso ao estacionamento, danificou duas luzes de sinalização da faixa”.

Ainda no mesmo mês uma viatura de ‘catering’ danificou uma porta de um avião da transportadora SATA no aeroporto de Lisboa.

A secretária regional garantiu que o Governo dos Açores, do PS, “apoiará e suportará o conselho de administração da SATA na resposta a todas estas contingências no que for preciso e não dando quaisquer instruções no sentido de excluir qualquer cenário”.

“O acionista está na linha da frente na defesa da SATA e está disponível, não sendo, no entanto, a administração”, frisou, defendendo a necessidade de se “ser justo e rigoroso”, pelo que destacou que “nunca a SATA voou tanto, nunca transportou tantos passageiros nem serviu tanto os Açores, as açorianas e os açorianos”.

“Comparando 2016 com 2017, e tendo por referência o período de janeiro a julho deste ano, no interilhas, a SATA realizou 8.585 voos, contra os 7.800 voos realizados no ano passado”, declarou.

Ana Cunha referiu ainda que a Azores Airlines, que assegura as ligações para fora do arquipélago, “realizou de janeiro a julho deste ano 2.853 voos entre os Açores e o continente e os Açores e a Madeira, enquanto no ano passado realizou 2.260”.

“No total entre janeiro e julho deste ano foram efetuados pelo grupo SATA 12.764 voos, ou seja, mais 1.507 do que em idêntico período mo ano anterior, o que representa um aumento de 13%”, realçou, enumerando depois dados relativos ao crescimento do número de passageiros.

Segundo Ana Cunha, “apesar do cenário retratado como caótico, estes indicadores vêm provar que a produção da SATA tem vindo a crescer nos últimos anos e de forma progressiva”, evidenciando que a companhia “não deixou de servir o seu propósito”, o de “assegurar a mobilidade” dos açorianos entre ilhas, destas para o continente e “com as mais importantes comunidades residentes no estrangeiro”.

“O Governo dos Açores assume, pois, a defesa da nossa transportadora aérea, em função do seu verdadeiro objeto social, servir sempre e cada vez melhor” a população, disse, assinalando que é isso que se pretende com a “redução da componente de dívida ao grupo SATA”.

Segundo a responsável, a Região Autónoma dos Açores efetuou “pagamentos à SATA neste ano no montante de 38,7 milhões de euros”, dos quais 20,9 milhões de euros “correspondem à recuperação de dívida”. A dívida vencida está atualmente em 25,4 milhões de euros.

A secretária regional referiu que é também isso que se pretende com a renovação da frota, a revisão de processos internos da SATA pelo conselho de administração e a conclusão do processo de reorganização societária e “do processo de negociação com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil”, sublinhando que a “paz social é um “valor inestimável” para a estabilidade da empresa.

“O Governo dos Açores tudo fará para defender a SATA, embora – e é bom que fique claro - não está, nem nunca estará disponível para subordinar os interesses do povo açoriano aos interesses da SATA por muito relevantes que sejam”, acrescentou.




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