Camargo Corrêa eleva para 31 por cento participação na cimenteira portuguesa

Camargo Corrêa eleva para 31 por cento participação na cimenteira portuguesa

 

lusa   Economia   16 de Fev de 2010, 14:41

O grupo Camargo Corrêa adquiriu mais 2,5 por cento de ações remanescentes da construtora Teixeira Duarte na Cimpor, elevando para 31,17% a sua participação na cimenteira portuguesa, noticia hoje a imprensa brasileira.

O negócio fechado segunda feira consolida o grupo brasileiro como maior acionista individual da cimenteira e “converte de vez a Cimpor numa companhia de capital brasileiro, com o controlo de 31,17% dos papéis com direito a voto”, segundo o diário Folha de São Paulo.

A Camargo Corrêa já havia adquirido da Teixeira Duarte uma participação de 22,17 por cento da Cimpor, tendo depois anunciado a compra de mais 6,46% pertencentes ao grupo espanhol Bipadosa.

A Camargo Corrêa pagou 6,50 euros por ação, valor superior à proposta feita pela CSN na sexta feira, quando a empresa reformulou a oferta pública de 5,75 euros para 6,18 euros por ação.

Na primeira oferta pública da CSN, a companhia controlada pelo empresário Benjamin Steinbruch apresentou uma oferta hostil por 50% mais uma ação ordinária da Cimpor.

Na nova proposta, a CSN pretende adquirir agora apenas um terço da Cimpor e aguarda até quarta feira a resposta dos acionistas à nova oferta, com possibilidade de prorrogação do prazo.

A Votorantim anunciou no início de fevereiro a compra dos 17,3% da cimenteira francesa Lafarge no capital da Cimpor, em troca de ativos no Brasil.

As autoridades de defesa da concorrência do Brasil suspeitam do envolvimento da Votorantim e da Camargo Corrêa em manobras de concertação para impedir a entrada da CSN no capital da Cimpor.

A alegada estratégia de concertação, alvo de abertura de uma investigação por parte dessas autoridades, visa impedir a entrada da CSN no mercado de cimentos do Brasil, dominado pela Votorantim.

A Comissão Europeia autorizou segunda feira a aquisição da Cimpor pela CSN, considerando que esta não coloca em causa as condições de concorrência no Espaço Económico Europeu (EEE).


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