Câmara de Vila Franca do Campo faz desratização em praia

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Praia da Vinha da Areia

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A Câmara de Vila Franca do Campo, nos Açores, está a realizar hoje e na quarta-feira uma desratização na praia da Vinha d'Areia como medida preventiva, anunciou o presidente da autarquia.
 

 

“Estamos a proceder a uma limpeza normal, que é adequada e certificada para o efeito. Estamos a tomar uma atitude preventiva sem termos conhecimento de nenhuma situação concreta de leptospirose [doença provocada por uma bactéria presente na urina dos ratos] com origem na praia da Vinha d’Areia”, disse o presidente da câmara, Ricardo Rodrigues, em declarações à agência Lusa.

Ricardo Rodrigues explicou que entre hoje e quarta-feira a frequência daquela zona balnear do concelho está desaconselhada e os banhistas são informados da situação no local, frisando, contudo, que a praia “não está interdita”.

“Procedemos primeiro a uma limpeza da praia Vinha d’Areia e de seguida a uma desratização”, adiantou, esclarecendo que a informação no local indica aos veraneantes para que “tenham cautelas relativamente à utilização da referida praia”.

O presidente do município da ilha de São Miguel sustentou ter sido informado de que podia existir "uma população de ratos" na praia da Vinha d’Areia, pelo que foi contactada "uma entidade certificada para se proceder a uma desratização", insistindo na ausência de qualquer caso de leptospirose ocorrido com origem nesta praia.

Ricardo Rodrigues precisou que “chegou ao conhecimento da câmara através das redes sociais” a declaração de uma mulher residente no concelho da Lagoa, na mesma ilha, que terá alegadamente contraído a doença.

“Contactei o delegado de saúde de Vila Franca e da área de residência da senhora e, como esta doença é de declaração obrigatória, tinham que ter conhecimento da sua existência. E nem um nem outro confirmaram ter registo de algum caso de leptospirose nas suas áreas de competência", salientou.

O autarca adiantou que "todos nos habituámos nos Açores à existência de ratos”, sendo que “as autoridades e entidades que têm responsabilidades nesta matéria devem controlar a existência destes animais".