Câmara de Ponta Delgada lamenta falta de civismo na deposição de resíduos

Câmara de Ponta Delgada lamenta falta de civismo na deposição de resíduos

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   10 de Jan de 2017, 11:25

O presidente da Câmara de Ponta Delgada e a oposição lamentaram a falta de civismo na deposição de resíduos na cidade, tendo o PS apontado a necessidade de reforço da recolha e mais equipamentos.

 

"Há mais falta de civismo", admitiu, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Ponta Delgada, o social-democrata José Manuel Bolieiro, embora não considere a cidade suja.

A vereadora socialista Sónia Nicolau defendeu que "a falta de civismo se combate com mais educação" e preconizou uma alteração do modelo de gestão dos resíduos no concelho, sustentando que é "a imagem de Ponta Delgada está em causa".

Em Ponta Delgada, a recolha seletiva de resíduos é feita porta a porta e em ilhas ecológicas.

No entanto, a deposição indevida de resíduos e o serviço de limpeza no espaço público de Ponta Delgada têm suscitado críticas nas redes sociais e em reuniões camarárias.

Ainda assim, para José Manuel Bolieiro, Ponta Delgada "não está transformada numa lixeira".

O autarca sublinhou que, além dos munícipes, "há uma dinâmica económica no centro histórico da cidade" devido ao crescimento do número de turistas, o que contribui para o aumento dos resíduos.

Segundo o governante, está em curso uma campanha em órgãos de comunicação social para sensibilizar a população para este problema.

"Há mais contentores, há mais ilhas ecológicas e estamos a reforçar os elementos de limpeza e recolha", adiantou o autarca, acrescentando que, enquanto "um contentor tem capacidade para 800 litros, as ilhas ecológicas que têm sido instaladas em várias zonas da cidade comportam 3.000 litros".

A oposição considera, contudo, que este problema não se resolve unicamente com investimento e que o atual presidente do município se tem mostrado incapaz de o solucionar.

"Não é aceitável, por exemplo, que no centro histórico de Ponta Delgada se mantenha o mesmo modelo de recolha praticado desde o início do século. Não é possível no verão, quando as esplanadas estão a 100%, assistir à recolha de resíduos urbanos", lamentou Sónia Nicolau.

Desde setembro que a autarquia, na ilha de São Miguel, decidiu passar a multar todos os munícipes que sejam detetados a colocar à porta de casa lixo fora das horas de recolha, com coimas que podem ir dos 500 aos 1.500 euros.

Em abril de 2016 a Câmara de Ponta Delgada inaugurou 17 ilhas ecológicas destinadas à recolha seletiva de resíduos, passando a ter o dobro do que dispunha, num investimento de 400 mil euros.


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