Câmara de comércio pede suspensão da construção de novos barcos para os Açores

Câmara de comércio pede suspensão da construção de novos barcos para os Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Abr de 2015, 17:50

A Câmara de Comércio e Indústria dos Açores defendeu hoje a suspensão da construção de novos barcos para o arquipélago para permitir uma "reflexão aprofundada" sobre a utilidade e racionalidade deste investimento.

“Tendo em consideração os montantes envolvidos no processo dos novos navios, quer a nível da aquisição/construção, quer dos custos de operação, foi considerado que deve haver uma reflexão aprofundada e debate sobre a utilidade e racionalidade da concretização deste investimento”, referem os empresários açorianos, num comunicado enviado à agência Lusa com as conclusões da assembleia-geral da câmara de comércio realizada na terça-feira.

Em março, João Ponte, o novo presidente da Altânticoline, empresa pública de transporte marítimo de passageiros nos Açores, considerou "inquestionável" e "estratégica" a opção da região de comprar dois barcos novos e disse acreditar que o tipo de navio escolhido é adequado.

A opção da região passa por mandar construir dois barcos com 115 metros e capacidade para 650 passageiros, no valor de 85 milhões de euros.

A Câmara de Comércio e Indústria dos Açores considera que o processo deve ser “suspenso” e só deve ser tomada uma decisão após uma "avaliação completa e independente" deste dossiê, "com base em estudos especializados, bem como do seu impacto nos operadores privados que atuam nesta área”.

Noutra área, o mesmo comunicado reitera a “profunda discordância” com a proposta que está em discussão no parlamento regional sobre a redução de impostos nos Açores, por ser apenas uma reposição parcial do diferencial fiscal entre a região e o continente que existia até 2013.

“Ao não utilizar, na íntegra, as potencialidades previstas legalmente em sede de IVA e do IRC, a referida proposta constitui uma oportunidade perdida ao não contribuir, como seria desejável e necessário, para melhorar a competitividade do tecido empresarial açorianos e também para aumentar o poder de compra das famílias”, lê-se no mesmo comunicado.

Ao nível do transporte aéreo, os empresários manifestam o desejo de que o novo modelo de ligações ao continente funcione “satisfatoriamente para ter impacto positivo em todas a ilhas” e dizem que para tal é preciso que a SATA se constituía como um instrumento fundamental, principalmente das ilhas que não foram objeto da liberalização, cumprindo de forma satisfatória as obrigações de serviço público.

Apenas as ilhas de S. Miguel e da Terceira foram abrangidas pela liberalização do espaço aéreo nos Açores, que entrou em vigor a 29 de março.

 

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