Câmara das Velas dispensa pessoal para evitar "colapso" de Escola Profissional


 

Lusa/AO online   Regional   22 de Out de 2014, 15:35

A Câmara Municipal das Velas anunciou que vai "dispensar colaboradores", para evitar o "colapso" da Escola Profissional de São Jorge, instituição que apresenta um prejuízo diário de dois mil euros.

 

Em comunicado, o presidente da autarquia, Luís Silveira (CDS-PP), reconheceu que é uma medida "difícil e dolorosa", mas necessária para assegurar a "sustentabilidade futura" daquele estabelecimento de ensino.

"A Escola Profissional de São Jorge apresenta todos os dias uma despesa superior à receita na ordem dos 2.000 euros. É difícil e doloroso, mas a forma de evitar o colapso definitivo da escola é assumir a responsabilidade de ter de dispensar colaboradores", sublinha o autarca no documento.

Luís Silveira lamenta, também, que a Escola Profissional de São Jorge tenha sido utilizada pelos anteriores executivos camarários, para "recrutar pessoas", quando "todos sabiam" que não havia forma de lhes assegurar o posto de trabalho.

"Agora, para se salvaguardar o futuro da Escola e da maioria dos postos de trabalho, teremos de enveredar por este caminho", afirma o autarca, recordando que, quando assumiu os destinos do município, a autarquia, em conjunto com as empresas municipais e a Escola Profissional, tinham uma dívida de 12 milhões de euros.

Após um ano de mandato, Luís Silveira entende ser necessário tomar "medidas dolorosas" para tentar equilibrar as contas da Câmara das Velas e evitar a "ajuda externa", nomeadamente através do aumento das taxas de IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] e das tarifas de águas e resíduos.

"Este último ano foi, por vezes, penoso", reconhece o autarca do CDS-PP, acrescentando que a autarquia tem tomado várias decisões para "tirar o concelho da situação crítica em que se encontra" e para não correr o risco de entrar em "processo de saneamento ou reequilíbrio financeiro".

A Escola Profissional de São Jorge pertence a uma associação de desenvolvimento local criada pela autarquia, por associações agrícolas e por uma união de cooperativas locais.


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