Câmara da Praia da Vitória reage hoje à redução de trabalhadores


 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Jan de 2015, 06:34

A Câmara Municipal da Praia da Vitória reage hoje à anunciada redução de trabalhadores na base das Lajes, na ilha Terceira (Açores), numa conferência de imprensa marcada para as 14:00 locais (15:00 em Lisboa) nos Paços do Concelho.

O embaixador norte-americano em Portugal, Robert Sherman, apresentou na quinta-feira em Lisboa as conclusões do relatório sobre a reorganização das forças militares norte-americanas na Europa, o qual prevê a redução gradual dos trabalhadores portugueses da base das Lajes de 900 para 400 pessoas ao longo deste ano, e dos civis e militares norte-americanos de 650 para 165.

O presidente do Governo dos Açores considerou a decisão dos Estados Unidos da América (EUA) sobre as Lajes "uma monumental bofetada na cara do Estado português" e anunciou que vai pedir audiências urgentes ao Presidente da República e ao primeiro-ministro.

Vasco Cordeiro lembrou que "ainda há dois dias" o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, afirmou que "o desfecho" do processo das Lajes poderia ter "um impacto nas relações bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos da América [EUA]".

"Pois muito bem, o desfecho é conhecido e importa agora passar das palavras aos atos", afirmou.

Além da questão diplomática com os EUA, Vasco Cordeiro disse que o Governo português não pode adiar mais “o acionamento de meios que possam ajudar a lidar com o impacto social e económico desta decisão” na ilha Terceira.

"E não pode também o Estado português deixar de responsabilizar os EUA pela necessidade de ajudar a lidar com esse impacto social e económico", acrescentou.

Entretanto, o Governo português expressou, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, “o seu forte desagrado por esta decisão, que não teve em conta as preocupações que transmitiu aos Estados Unidos da América ao longo dos últimos dois anos, em articulação com o Governo Regional dos Açores”.

O executivo considera ser “especialmente preocupante" o impacto desta decisão "na situação económica e social da ilha Terceira”.

Na nota, o ministério liderado por Rui Machete afirma que o Governo vai fazer uma “análise detalhada desta decisão e de todas as suas possíveis implicações”.


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