Câmara da Madalena estuda deslocalização de Museu dos Cachalotes

Câmara da Madalena estuda deslocalização de Museu dos Cachalotes

 

Lusa / AO online   Regional   5 de Mar de 2017, 10:13

O presidente da Câmara da Madalena, nos Açores, disse hoje que o município está a estudar a eventual deslocalização do Museu dos Cachalotes e das Lulas, na sequência da destruição do espaço pela forte ondulação na semana passada.

 

"Vamos avaliar mais profundamente a situação do museu e não está, de todo, colocada de parte a possibilidade de ser transferido para outro local", afirmou à Lusa José António Soares.

Na última segunda-feira, ondas de 13 metros atingiram a Madalena, provocando danos no museu e noutras estruturas, incluindo o molhe de proteção do porto.

O Museu dos Cachalotes e das Lulas, o primeiro museu municipal da Madalena, na ilha do Pico, foi inaugurado em 2014 e inclui o espólio de Malcolm Clarke, adquirido pela autarquia.

Malcolm Clarke, perito de renome internacional em cefalópodes e cetáceos e colaborador da Universidade dos Açores, trabalhou 58 anos em oceanografia biológica, fisiologia e ecologia de animais marinhos, sendo autor, coautor e editor de mais de 150 artigos e livros científicos.

Nascido em Birmingham em 1930, no Reino Unido, o investigador inglês escolheu os Açores, especificamente a ilha do Pico, onde comprou uma casa, para viver, tendo falecido em maio de 2013.

José António Soares apontou a possibilidade de o acervo deste museu ocupar a Casa das Memórias do Canal, projetada para outro espaço municipal, na zona do salão paroquial.

"Trata-se de um edifício que vai ser todo requalificado em parceria com a Igreja da Madalena", declarou, explicando que "ninguém pode garantir que uma situação idêntica à que ocorreu na passada semana nunca mais ocorre".

O autarca adiantou que o projeto foi adjudicado e a obra, na ordem dos 800 mil euros, será candidatada a fundos comunitários.

O futuro espaço vai albergar, por exemplo, embarcações de pesca artesanal, referiu o presidente do município, acrescentando que os prejuízos no museu devido à ondulação ascendem a 150 mil euros.

Ainda sem valores finais dos danos, incluindo em vias municipais decorrentes dos galgamentos de mar, José António Soares estimou, contudo, em 300 mil euros os danos.

"Foi um susto. Já tinha assistido a temporais, mas nada desta natureza", declarou o presidente da câmara, de 54 anos.


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