Câmara da Calheta, nos Açores, quer recuperar património das fajãs

Câmara da Calheta, nos Açores, quer recuperar património das fajãs

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jul de 2014, 14:58

A Câmara Municipal da Calheta,pretende candidatar-se a fundos comunitários para "recuperar o património e organizar a oferta turística" existente nas tradicionais fajãs da ilha de São Jorge, anunciou o presidente da autarquia.

 

“Estamos a fazer uma gestão financeira extremamente rigorosa para podermos aceder ao próximo quadro comunitário (2014/2020) e ai sim fazermos um projeto em cada uma dessas fajãs e organizar a oferta turística que temos cá”, afirmou à agência Lusa Décio Pereira, o único independente a liderar uma câmara municipal no arquipélago dos Açores.

Devido à sua orografia, a ilha de São Jorge tem mais de 70 fajãs, parcelas de terreno baixas, formadas de materiais desprendidos das arribas, onde a terra é fértil e costuma a existir um microclima.

Segundo disse Décio Pereira, a maioria das fajãs de S. Jorge estão localizadas no concelho da Calheta, sendo locais muito procurados durante todo o ano, apesar de nem todas serem habitadas, sobretudo as que se situam na vertente norte da ilha.

Além da criação de pequenas infraestruturas, com serviço de restauração, e recuperação dos trilhos pedestres, Décio Pereira referiu que os fundos comunitários serão usados para recuperar património, tal como os fios que levavam antigamente a lenha às fajãs, os poços de baixa-mar e as pias públicas.

O autarca manifestou, ainda, o desejo de ver criada uma grande rota dos trilhos pedestres, que conduzem às fajãs da ilha, visto que, atualmente, são um “produto turístico de eleição”.

“Por estes tempos, as fajãs mais habitadas são sem dúvida a fajã dos Vimes e de S. João. Existe neste momento um fluxo turístico muito significativo a algumas delas e acabam por ter 300 a 400 pessoas a passar todos os dias por lá”, disse Décio Pereira.

A fajã do Santo Cristo, no concelho da Calheta, é uma das mais famosas em toda a ilha e nos Açores, muito devido à existência de amêijoas na lagoa ali existente. Foi classificada pelo Governo dos Açores como Reserva Natural em 1984.

Na próxima quinta-feira será lançado o livro “Fajãs da ilha de S. Jorge”, da autoria de Clímaco Ferreira da Cunha, no âmbito das festas concelhias da Calheta, denominadas “Festival de julho”, que se prolongam até dia 21.

O festival vai decorrer no cais do porto da Calheta e inclui, além de vários concertos “com prata da casa”, uma tourada na freguesia do Norte Pequeno, no dia 19.

 



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