Caldeira Cabral garante que OE2017 é "realista" e prevê "revisões em alta" do crescimento

Caldeira Cabral garante que OE2017 é "realista" e prevê "revisões em alta" do crescimento

 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   24 de Jan de 2017, 17:17

O ministro da Economia defendeu que o Orçamento do Estado (OE) para 2017 é "baseado em pressupostos realistas" e "prudentes", antecipando "revisões em alta" das previsões de crescimento do país por parte de instituições "nacionais e internacionais".

 

"É um orçamento baseado em pressupostos realistas e as revisões que já estão a acontecer das previsões de crescimento demonstram isso mesmo. E, se alguma previsão me cabe aqui fazer, é que vai haver mais revisões das previsões quer das instituições nacionais, quer das instituições internacionais, sobre o nível de crescimento económico para o próximo ano e vão ser revisões em alta, o que é extremamente positivo para o país", afirmou Manuel Caldeira Cabral durante uma conferência sobre o OE 2017 que hoje decorreu no Porto.

Apresentando o Orçamento do Estado para este ano como um documento que "reduz a fiscalidade a quem investe, a quem inova e a quem capitaliza", melhorando ainda "a situação de quem exporta", o ministro salientou tratar-se de um OE "realista" e com objetivos de crescimento económico que vão provavelmente ser superados", já que as previsões feitas em agosto/setembro "eram felizmente piores do que as que se podem fazer agora".

"Provavelmente vamos ter indicadores reais ao longo de 2017 melhores do que as previsões prudentes que pusemos no Orçamento do Estado", afirmou Caldeira Cabral, apontando como exemplo as "recentes perspetivas sobre as exportações feitas pelas próprias empresas, que em agosto estavam a prever que as exportações em 2017 iam crescer menos de 2% e agora já preveem que vão crescer mais de 5%".

Para o ministro da Economia, o OE 2017 "surge num bom momento para a economia portuguesa, que está a dar sinais de aceleração do crescimento e de recuperação das exportações, depois do choque externo associado ao decréscimo dos mercados de Angola e do Brasil".

É também um orçamento que "prevê uma retoma do investimento público" e que "surge num momento em que há sinais claros que o investimento privado vai continuar a crescer", nomeadamente dados pela "procura de fundos comunitários", pelo "crescimento do investimento das sociedades não financeiras" e pela subida da "confiança dos consumidores e da indústria".

"É o Orçamento do Estado possível e realista, responsável e que quer ser um instrumento de retoma e de reforço do investimento da economia portuguesa, que continua o trabalho de consolidação orçamental, com metas exigentes e importantes que nos vamos esforçar em cumprir, e com sinais claros à economia dados pelo crédito fiscal ao investimento e pelo apoio a quem inova, a quem capitaliza e a quem exporta", resumiu Caldeira Cabral.

Salientando que o OE 2017 "é o segundo orçamento apresentado por este Governo" e é "o segundo orçamento que reduz a carga fiscal", o governante considerou ter ficado provado no último ano que o modelo proposto pelo executivo "foi não só equilibrado", ao permitir "um aumento do rendimento, sem derrapagem das contas públicas", como resultará numa "consolidação" que permitirá ao país "sair do procedimento de défices excessivos".

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