CAN2010

CAF não vai punir Togo por abandono

CAF não vai punir Togo por abandono

 

Lusa/AO online   Futebol   9 de Jan de 2010, 21:28

A Confederação Africana de Futebol (CAF) ainda aguarda pela informação oficial da retirada do Togo, mas anunciou hoje que não vai punir o país pelo abandono da Taça das Nações Africanas, após o atentado ao autocarro da sua selecção

O Governo do Togo anunciou que vai fazer regressar ao país a sua selecção, que deveria participar na competição em Angola, depois da morte de, pelo menos, duas pessoas na sequência do ataque em Cabinda.

"O presidente da CAF abriu ao Togo todas as possibilidades e não haverá sanção em caso de retirada", afirmou Moustapha Fahmi, secretário-geral da CAF.

Os regulamentos prevêem uma suspensão para as duas próximas edições da Taça das Nações Africanas CAN, em caso de abandono da prova.

"Se escolherem abandonar a competição, nós compreendemos a vossa decisão e aceitamo-la", terá dito Issa Hayatou, aos jogadores togoleses, em Cabinda, segundo as declarações de Fahmi, o qual acrescentou que o responsável continental reconheceu a dificuldade da escolha e garantiu o apoio na "dor" caso permanecessem na prova.

Já o Governo do Togo justificou a retirada da sua selecção com a ausência de "garantias de segurança".

"O Governo togolês decidiu retirar a sua equipa. Não podemos continuar nestas circunstâncias dramáticas em competição na Taça das Nações Africanas em futebol", explicou, em Lomé, o ministro da Administração Territorial e porta-voz do executivo, Pascal Bodjona.

Bodjona sublinhou que os jogadores togoleses "estão emocionados" e justificou o abandono da competição, que deve começar domingo e terminar no próximo dia 31 de Janeiro, em Angola: "Não foram dadas as garantias de segurança que toda a nossa equipa devia ter".

Antes, o Governo de Angola já tinha confirmado a retirada do Togo, através do ministro da Comunicação Social, Manuel Rabelais, que condenou veementemente, em Luanda, o ataque da guerrilha separatista da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC).

Nessa mesma ocasião, Rabelais reiterou o início da competição no domingo, como estava previsto, e garantiu a segurança durante a competição.

O ministro da Juventude e dos Desportos de Angola, Gonçalves Muandumba, também lamentou o incidente e reafirmou, em nome do Executivo angolano, que este atentado não afecta o arranque da prova.

"Vamos reforçar e redobrar todo o mecanismo de segurança do evento, por isso, temos todas as condições para garantir o êxito, a tranquilidade e a segurança das pessoas e dos seus bens, previsto pela organização", sustentou.

Nenhum outro país anunciou a retirada da CAN2010 e o Gana, enquanto condenava o ataque à formação do Togo, garantiu a presença na competição, num comunicado difundido pelo Ministério da Informação, em Accra.

O autocarro que transportava a selecção do Togo foi atacado na sexta-feira, no enclave de Cabinda, quando transpunha a fronteira com o Congo.

A viatura, escoltada pela polícia angolana, foi metralhada por elementos da guerrilha da FLEC, que assumiu a autoria do ataque, o qual provocou, pelo menos, a morte do treinador-adjunto Abalo Amelete e do assessor de imprensa Stan Ocloo e vários feridos.

Apesar de não existir, oficialmente, guerra na região petrolífera de Cabinda desde 2006, esporadicamente ocorrem ataques da guerrilha e uma das facções da FLEC tinha advertido que aumentaria a sua actividade por causa da CAN2010.


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