Cabo Verde sem infeções por vírus Zika desde 2016

Cabo Verde sem infeções por vírus Zika desde 2016

 

Lusa   Internacional   3 de Jul de 2017, 14:45

Cabo Verde não regista casos de infeção pelo vírus Zika desde o ano passado disse, na cidade da Praia, o diretor Nacional de Saúde, adiantando que se mantém o alerta permanente para a deteção de casos.

 

"Não temos casos registados [de Zika] com situações de risco desde o ano passado", disse Tomás Valdez.

O diretor Nacional de Saúde falava aos jornalistas na cidade da Praia à margem de um encontro científico sobre monitorização e investigação dos mosquitos transmissores de doenças, organizado em parceria com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT).

Relativamente a outras doenças transmitidas por mosquitos, como a malária ou dengue, Tomás Valdez adiantou que a situação "continua estável" com o surgimento de situações "esporádicas" sobretudo relacionadas com a mobilidade de pessoas para dentro e fora de Cabo Verde.

Com a época das chuvas a começar, Tomás Valdez alertou para o aumento do risco das infeções por doenças causadas por mosquitos.

"Toda a rede está em estado de permanente alerta para a deteção precoce de qualquer situação de anormalidade. É claro que antes do período das chuvas, o risco torna-se relativamente elevado e, por isso, o nosso interesse em comunicar com a população porque sabemos que os 'criadores' de mosquitos na sua maioria resultam da atividade humana", disse.

Cabo Verde detetou pela primeira vez a circulação de vírus Zika em outubro 2015 e até fevereiro deste ano 2016 registou cerca de 7.600 casos suspeitos de infeção, incluindo 165 mulheres grávidas e 14 casos de microcefalia associados à doença.

O vírus Zika, que está presente em 60 países, é transmitido através da picada de mosquitos e pode provocar complicações neurológicas, sobretudo anomalias no desenvolvimento cerebral (microcefalia) em fetos de mães infetadas.

Entre 2009 e 2010, Cabo Verde sofreu uma epidemia de dengue, durante a qual foram registados cerca de 21 mil casos suspeitos, sendo que 174 evoluíram para a forma mais grave da doença, resultando em quatro mortes.

Cabo Verde é considerado pela OMS como um país de "alto risco", tendo em conta a existência do vetor responsável pela transmissão de outras doenças provocadas por mosquitos, como febre-amarela, paludismo, chikungunya.


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