Cabeços do porto da Madalena do Pico de acordo com caderno de encargos

Cabeços do porto da Madalena do Pico de acordo com caderno de encargos

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Nov de 2015, 13:30

A entidade fiscalizadora da obra desenvolvida no porto da Madalena do Pico, nos Açores, onde ocorreu um acidente resultante do rebentamento de um cabeço em terra, assegurou hoje que os cabeços respeitaram o projeto inicial.

Questionado hoje, em Ponta Delgada, na comissão parlamentar de inquérito aos transportes marítimos nos Açores, criada para analisar investimentos públicos e os acidentes com cabeços nos portos da Horta, Madalena e São Roque do Pico, Fernando Abreu, do Gabinete 118, afirmou que “foram postos os cabeços que estavam previstos”.

Em São Roque do Pico, na sequência do rebentamento de um cabeço, morreu um passageiro que seguia a bordo de um dos navios da Atlânticoline, empresa de capitais públicos que assegura as ligações nas ilhas do denominado Triângulo (São Jorge, Pico e Faial).

Admitindo que se assistiu a “um corte dos chumbadores por uma ação muito superior à sua capacidade”, o fiscal da obra do porto da Madalena frisou que os cabeços foram certificados de acordo com o caderno de encargos.

Sobre as sugestões feitas para relocalização de cabeços e sua substituição, o especialista em questões portuárias afirmou que o facto poderá ficar a dever-se aos novos navios que passaram a operar nas ilhas do Triângulo, nomeadamente o “Gilberto Mariano” e “Mestre Simão”.

Fernando Abreu explicou, em sede de comissão parlamentar, que se assistiu a três prorrogações de prazos na obra da Madalena do Pico, tendo o prazo inicial de nove meses de execução derrapado para cerca de vinte.

O inquirido salvaguardou, contudo, que existe uma diferença positiva, de cerca de 100 mil euros, entre o valor adjudicado (nove milhões de euros) e o valor final dos trabalhos.

Confrontado sobre se a localização do molhe de proteção do porto da Madalena era o mais adequado, devido às correntes e aos ventos, ou se deveria ter sido estudada uma alternativa por parte do executivo açoriano, o especialista do Gabinete 118 afirmou que os projetos foram desenvolvidos com base em estudos realizados e que seria “muita especulação” da sua parte falar sobre a matéria.

A comissão parlamentar de inquérito aos transportes marítimos nos Açores termina na quinta-feira a fase de audições para depois proceder à elaboração do relatório final.

A comissão parlamentar pretende ainda, uma vez levantada a respetiva imunidade parlamentar do atual presidente do Governo dos Açores, ouvir Vasco Cordeiro, por escrito, com base num questionário que será elaborado pelas diferenças forças políticas sobre a política de transportes na região.

Vasco Cordeiro, antes de assumir a liderança do executivo açoriano, foi secretário da Economia, departamento governamental que tutelava os transportes.



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