Cabeça de lista do PSD pelo Faial diz que o PS "não merece ganhar as eleições"


 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Set de 2016, 05:49

O cabeça de lista do PSD pelo círculo do Faial nas eleições legislativas de 16 de outubro disse na noite de terça-feira que o PS, que gere os destinos da Região há 20 anos consecutivos, "não merece" voltar a ganhar as eleições.

 

Carlos Ferreira, 40 anos, oficial de polícia, quer deixar a farda da PSP para poder dar o seu "contributo" político na defesa da ilha que o viu nascer, que no seu entender tem sido vítima de "esvaziamento" por parte do atual Governo socialista.

"Temos constatado que os representantes do partido que apoia o Governo há 20 anos (PS), eleitos pelo Faial, se renderam por completo, e assistem de forma cúmplice e silenciosa, ao esvaziamento desta ilha", lamentou o candidato social-democrata.

Segundo Carlos Ferreira, os deputados do PS eleitos pelo Faial sempre defenderam o Governo Regional, mesmo quando o executivo tomava medidas "prejudiciais" para a ilha, atitude que considera configurar um "atropelo inaceitável" em relação aos compromissos assumidos junto dos eleitores.

"Essa postura, que já vem de há muitos anos, tem prejudicado de forma grave o desenvolvimento da nossa ilha", acrescentou o cabeça de lista do PSD, insistindo que, perante tudo isto, "o PS não merece ganhar as eleições no Faial".

Carlos Ferreira, que durante vários anos assumiu o comando da Esquadra da PSP na Horta, lamentou, por outro lado, que tanto se tenha falado publicamente sobre a sua profissão, desde que decidiu candidatar-se a deputado, na qualidade de independente.

"Não dependo da política e isso chateia muita gente. Mas entendo que tenho o dever de procurar fazer algo mais pela nossa ilha", explicou o candidato, acrescentando que no dia que os faialenses entenderem que já não é "útil", enquanto representante do povo, regressará à sua atividade profissional.

O cabeça de lista do PSD elegeu a ampliação da pista do Aeroporto da Horta como a sua principal prioridade nestas eleições, por se tratar de uma obra estruturante para a economia da ilha, já que irá permitir aumentar as margens de segurança, reduzir as penalizações no transporte de carga e passageiros e permitir a operação de voos fretados.

"O essencial neste processo é a assunção da decisão e a liderança política do Governo regional, comprometendo, subsequentemente, o Governo da República, por um lado, e a ANA (agora adquirida pela VINCI), por outro, num processo partilhado e com candidatura a fundos comunitários", sublinhou.

O circulo do Faial elege quatro deputados à Assembleia Legislativa dos Açores, tradicionalmente divididos entre os dois maiores partidos (PS e PSD), embora o PCP já tenha eleito também um deputado por esta ilha em 2000/2004.

O eleitorado faialense tem confiado maioritariamente o seu voto ao Partido Socialista, que gere os destinos da região há 20 anos consecutivos, e da Câmara Municipal da Horta (o único município da ilha) há quase 30 anos.

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