Cabe às empresas reduzir défice através da exportação


 

Lusa / AO online   Economia   10 de Jan de 2010, 15:24

O presidente do Conselho para a Promoção da Internacionalização (CPI), que hoje tomou posse em Leiria, afirmou que cabe às empresas reduzir o défice da balança comercial, considerando que o aumento das exportações é a solução.

“Cabe às empresas conseguir reduzir substancialmente este défice através da exportação, já que a alternativa - não totalmente descartada ainda - seria reduzir o nosso nível de vida”, afirmou Francisco van Zeller.

O presidente do CPI lembrou que “Portugal exporta aproximadamente 31 por cento do PIB [Produto Interno Bruto] em bens e serviços através de 24 mil empresas”, mas “importamos significativamente mais, deixando a nossa balança comercial negativa no valor aproximado de oito por cento do PIB”.

“A situação não pode continuar, estamos todos de acordo, pois equivale a gastarmos mais do que produzimos ou, em palavras simples, a viver acima das nossa posses, de que resulta o endividamento crescente que toda a gente sente e que nos conduzirá a uma situação incomportável”, declarou, considerando que a redução do nível de vida acarretaria um “enormíssimo aumento de desemprego”.

Para Francisco van Zeller, “o aumento das exportações, através da internacionalização, é a solução”.

Sobre a criação do CPI, o empresário adiantou que Governo, privados e agências públicas entenderam que “teremos de melhorar a coordenação das nossas acções e responsabilizarmos conjuntamente pelos resultados”.

Actualmente "das 24 mil empresas, 21 mil só exportam seis por cento no total. A grande força da exportação está concentrada entre duas a três mil empresas”, acrescentou, considerando que as outras, que exportam menos de um milhão de euros cada uma, “é, obviamente, a área de trabalho onde se tem de actuar mais rapidamente”.

O presidente da CPI apontou ainda a necessidade de ser feito trabalho no âmbito da competitividade: “Só se exporta sustentadamente se se for competitivo”, observou, alertando para a existência de “condições exteriores às empresas” que condicionam a sua competitividade, como a energia, a legislação laboral, a logística ou a Justiça.

“A coordenação dos privados através das suas associações com as agências do AICEP e do IAPMEI parece de interesse imediato”, disse ainda Francisco van Zeller, acreditando que essa colaboração, embora já exista, pode, em muitas ocasiões, ser alargada.

O envolvimento de grandes empresários que têm experiências e que são capazes de uma visão exterior, o envolvimento de centros de investigação e tecnológicos, universidades de outros ministérios são ainda outras áreas onde o Conselho para a Promoção da Internacionalização admite trabalhar, incluindo a revisão dos apoios actualmente disponíveis para a internacionalização de modo a torná-los mais eficazes.


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