Força Aérea "surpresa" com "dimensão da redução" da presença norte-americana


 

Lusa/AO online   Nacional   29 de Nov de 2012, 16:15

O chefe do Estado-Maior da Força Aérea admitiu "surpresa" pela "dimensão da redução" da presença norte americana na base das Lajes, nos Açores, situação que poderá reforçar o aumento do contingente nacional na infraestrutura.

“Foi uma surpresa quando recebemos a dimensão da redução, porque houve uns contactos iniciais e a dimensão para mim, pessoalmente, foi uma surpresa”, afirmou aos jornalistas o general José Pinheiro, que se encontra no Porto Santo para a cerimónia comemorativa do 3.º aniversário do Aeródromo de Manobra n.º 3.

Questionado sobre se a decisão norte-americana poderá implicar a redução do contingente nacional na base aérea n.º 4 – composta por 300 militares e 104 civis -, o responsável negou, contrapondo com a possibilidade de até aumentar.

“Não vai, certamente, implicar a redução, poderá é ter a consequência oposta que é nós termos de assumir responsabilidades que hoje poderão ser assumidas pelas Forças Armadas americanas”, declarou o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, considerando que, neste momento, é “prematuro” estar a dar “informação adicional”.

“Primeiro temos de saber, exatamente, o que é que os americanos vão retirar, temos de saber exatamente que serviços é que vão deixar de existir e que serviços é que vão continuar a existir para depois nós, aquilo que for critico para manter a operação da Força Aérea nos Açores, se não for fornecido pelos americanos, alguém vai ter que pôr, porque a operação não vai falhar, garantidamente”, referiu.

O general José Pinheiro referiu que “este é um dossiê que está a ser gerido” pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, com “o apoio da Força Aérea”.



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