Buffon despede-se da seleção aos 39 anos

Buffon despede-se da seleção aos 39 anos

 

Lusa/AO online   Futebol   14 de Nov de 2017, 10:33

O guarda-redes italiano Gianluigi Buffon confirmou na segunda-feira o fim da sua carreira na seleção, depois de a Itália ter falhado a qualificação para o Mundial de futebol de 2018, negando um recorde de seis participações ao seu guardião.

Após 20 anos a representar a 'squadra azzurra', pela qual fez 175 jogos, o guardião da Juventus anunciou a sua despedida em lágrimas, depois do empate 0-0 com a Suécia, em jogo da segunda mão do 'play-off' europeu, disputado em Milão. Os suecos venceram o primeiro jogo, por 1-0, e qualificaram-se.

"Tenho muita pena, não por mim, mas por todo o futebol, porque nós falhámos e, mesmo de um ponto de vista social, pode ser muito importante. É o que eu lamento, não parar [de jogar], porque o tempo passa e é normal que isso aconteça. Só lamento que o meu último jogo na seleção coincida com esta eliminação", afirmou Gigi Buffon, de 39 anos.

O guarda-redes da Juventus vai continuar a partilhar com o alemão Lothar Matthäus o recorde de presenças em fases finais do Mundial - cinco. Buffon, que não falhava um campeonato do mundo desde 1998, disputou 14 jogos em fases finais e festejou o quarto título da Itália, em 2006.

"Ficam uns miúdos que vão dar o que falar, como o [Mattia] Perin ou o [Gianluigi] Donnaruma. Um abraço a todos aqueles que me apoiaram", acrescentou Buffon.

Além do guarda-redes, também o defesa Andrea Barzagli e o médio Daniele De Rossi confirmaram o adeus à seleção transalpina de forma emocionada.

"Falamos do meu último jogo [na seleção] e terminar assim é um golpe muito duro para a minha carreira", afirmou Barzagli. "Com Gigi [Buffon] e Daniele [De Rossi] ganhámos o Mundial de 2006 e também com Giorgio [Chiellini] vivemos muitos momentos juntos. É uma deceção enorme. Agora, há que dar lugar aos jovens", acrescentou.

De Rossi também não escondeu o desgosto dela despedida amarga: "Foi um momento quase absurdo, havia um ambiente fúnebre e não morreu ninguém. Há caminhos que marcam as nossas vidas e eu levei 16 ou 17 anos em Coverciano [centro de estágio da seleção de Itália]. Pensar que esta é a última vez que visto a camisola é doloroso. É um ciclo que se fecha".

O médio salientou ainda que a eliminação de Itália "é um momento negro" do qual a federação italiana tem de sair.

Com o empate de segunda-feira e a derrota na Suécia, a 'Nazionale' ficou fora do Mundial pela terceira vez, depois de 1930 e 1958. Quatro vezes campeã do mundo (1934, 1938, 1982 e 2006), a Itália quebra um ciclo de 14 presenças consecutivas, num total de 18.




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