Bruxelas quer reforçar ajudas a agricultores afetados por embargo russo

Bruxelas quer reforçar ajudas a agricultores afetados por embargo russo

 

Lusa/AO Online   Economia   3 de Set de 2014, 12:04

A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira medidas específicas para ajudar pequenos produtores afetados pelo embargo da Rússia e o reforço das verbas para promoção, temas a debater, na sexta-feira, no Conselho de ministros da Agricultura dos 28.

 

O comissário europeu para a Agricultura, Dacian Ciolos, anunciou, em conferência de imprensa, que a adoção de medidas específicas pode ser uma solução para os pequenos agricultores afetados pelo embargo russo, mas adiou detalhes para depois da reunião dos ministros, que terão de pronunciar-se sobre a matéria.

Bruxelas propôs, ainda, o reforço em 30 milhões de euros do orçamento dos programas de promoção de produtos que arrancam em 2015 – desenvolvidos no âmbito da política agrícola comum –, verba que se soma aos 60 milhões já destinados a este fim.

“Queremos ajudar os agricultores a procurar novos mercados”, disse o comissário.

Desde que a Rússia decretou um embargo aos produtos da União Europeia, Bruxelas já adotou medidas para ajudar o setor das frutas e legumes e laticínios.

Em Portugal, a Associação dos Industriais de Tomate (AIT) está a “monitorizar” e a acompanhar “com especial atenção” o embargo da Rússia aos produtos agropecuários ocidentais, não tendo até ao momento sentido os efeitos da medida, disse fonte do setor à Lusa.

Miguel Cambezes, secretário-geral da AIT, disse que este embargo “ainda não teve especial relevância no setor”, que espera ter este ano uma das maiores campanhas de sempre se se mantiver o ritmo da colheita iniciada no final de julho e se o tempo ajudar.

O setor do tomate nacional, que exporta 95% da sua produção, é um dos maiores exportadores a nível mundial e, a nível nacional, é a terceira indústria agroalimentar depois do vinho e da cortiça.

A 20 de agosto, a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse que o Governo estava preocupado com os produtores de carne afetados pelo embargo russo e que iria discutir, em Bruxelas, a possibilidade de o setor receber ajuda europeia.

 

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