Bruxelas prevê crescimento de 0,1% na zona euro em 2013 e subida do desemprego

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A Comissão Europeia antecipou esta quarta-feira mais um ano "turbulento" para a economia europeia, com um crescimento ligeiro em 2013, de 0,1% na zona euro e 0,4% no conjunto da União Europeia, e a continuação da escalada do desemprego.
 

Relativamente às anteriores projeções, de maio último, o executivo comunitário, nas “previsões de outono” hoje divulgadas, revê em baixa as suas estimativas, já que na primavera contava que a recuperação económica começasse em 2013, com um crescimento de 1% na zona euro e de 1,3% na União Europeia (UE) a 27, e previa também números mais baixos quanto ao desemprego.

Enquanto em maio deste ano a Comissão Europeia projetava taxas de desemprego para  o ano de 2013 de 11% na zona euro e 10,3% na UE, agora antecipa valores recorde de 11,8% no espaço da moeda única e de 10,9% no conjunto dos 27.

Admitindo que, no curto prazo, as perspetivas económicas para a economia da União Europeia permanecem “frágeis”, Bruxelas acredita todavia que a retoma conheça um novo fulgor em 2014, com um crescimento de 1,4% na zona euro e de 1,6% na UE.

Para este ano, Bruxelas estima que se registe uma contração de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) na zona euro (antes previa 0,3) e de 0,3 na UE, quando em maio antecipava uma estagnação para o conjunto da União.

Relativamente ao desemprego, Bruxelas antecipa ligeiros recuos em 2014, de 0,1% na zona euro, para os 11,7%, e de 0,2 na UE, para os 10,7%, valores, ainda assim, superiores àqueles previstos para 2012 (11,3 e 10,5, respetivamente).

Como nota positiva, a Comissão observa progressos na consolidação orçamental, projetando uma progressiva redução dos défices públicos: na zona euro, dos 4,1% registados no ano passado para 3,3% este ano, 2,6% em 2013 e 2,5% em 2014; na União Europeia, dos 4,4% de 2011 para 3,6% em 2012, 3,2% em 2013 e 2,9% em 2014.

Quanto à taxa de inflação, a Comissão estima que esta se fixe este ano nos 2,5% na zona euro e nos 2,7 na UE (mais 0,1% em ambos os casos relativamente às projeções da primavera), descendo, respetivamente, para 1,8 e 2% em 2013, e para 1,6 e 1,8% em 2014.

Num primeiro comentário a estas novas previsões económicas, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, admitiu que “a Europa está a atravessar um processo difícil de reajustamento macroeconómico, que ainda vai levar algum tempo”.

“Importantes decisões políticas lançaram as bases para um reforço da confiança e as tensões nos mercados baixaram, mas não há espaço para complacências. A Europa tem de continuar a combinar políticas orçamentais sãs com reformas estruturais para criar as condições para um crescimento sustentável que faça reduzir o desemprego, cujos níveis atuais são inaceitáveis”, disse.

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