Juros/Dívida

Bruxelas garante que Irlanda ainda não pediu ajuda

Bruxelas garante que Irlanda ainda não pediu ajuda

 

Lusa/AO online   Economia   9 de Nov de 2010, 09:12

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, disse esta terça-feira que a Irlanda não pediu nenhuma ajuda à União Europeia apesar de a confiança dos investidores ter caído mais depois do resgate da banca pelo governo.
“Só posso dizer que a Irlanda não pediu a activação de nenhum dos fundos financeiros europeus”, avançou Olli Rehn na segunda-feira à noite durante uma conferência de imprensa realizada em Dublin.

O resgate feito pelo governo irlandês ao Banco Anglo-Irlandês levou os investidores a temer a falência do país.

O economista chefe para a Europa da Goldman Sachs, Erik Nielsen, disse na segunda-feira que há “uma grande probabilidade” de a Irlanda - e Portugal, que também está a tentar reduzir o valor do défice - pedirem ajuda à União Europeia e ao Fundo Monetário internacional (FMI).

A Irlanda já pediu, no entanto, o financiamento de que precisa até meio do próximo ano, mas Portugal ainda irá na quarta-feira ao mercado, apesar de já ter garantido 93 por cento das necessidades de financiamento para este ano.

Os juros a 10 anos da dívida soberana na Irlanda ultrapassaram os 8 por cento na segunda-feira pela primeira vez desde que o país aderiu ao euro em 1999, sendo que os da dívida portuguesa já atingiram os 6,8 por cento.

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